Telecomunicações

“Não há bichos papões no que toca aos RH na Altice”

Alexandre Fonseca 
(Filipe Amorim / Global Imagens)
Alexandre Fonseca (Filipe Amorim / Global Imagens)

Falta transferir “15% dos trabalhadores na Meo Serviços Técnicos”, mas “serão integrados calmamente”, diz o CEO da Altice.

Alexandre Fonseca considera 15% de mais de 2 mil um sucesso, sendo a única fatia de trabalhadores que falta transferir da Direção Operacional da operadora para a Meo Serviços Técnicos. “Os movimentos empresariais têm de ser feitos com base na confiança” e “esses casos estão a ser resolvidos e integrados calmamente”, diz o CEO da Altice. “Os técnicos foram para uma empresa irmã” e caso um dia a Meo Serviços Técnicos fosse vendida essas quase 2 mil pessoas pessoas regressariam à Meo SA, até porque foram feitos contratos de cedência ocasional de contrato de trabalho e não usamos contratos de transmissão de estabelecimento”, clarifica.

Este tem sido um braço de ferro com os sindicatos. Alexandre Fonseca desvaloriza, fala em paz social na empresa, na “felicidade dos trabalhadores que vi na festa de Natal”. Mais: “não vou querer brincar com um braço tão sério da minha atividade como é a Meo Serviços Técnicos”, declara.

Este é, aliás, um negócio que o CEO quer alargar a terceiros. E avança que quando a operadora vendeu a rede de fibra “a Altice ficou com contratos de prestação de serviços com essas empresas”. Mais: “Já ligámos mais de 3 milhões de casas e quem dera a muitos operadores ter esta capacidade. Vamos fazer as 400 mil casas que faltam e é importante termos o controlo accionista para seguir em frente”. Aliás, “a nossa posição nos negócios é sempre de controlo, não temos posições minoritárias quase nenhumas no grupo”, avisa.

O CEO revela ainda que a Meo Serviços Técnicos “está a preparar a inevitável internacionalização daquilo que são as redes de fibra ótica. Temos mais capacidade para o fazer do que têm por exemplo muitos dos países da Europa ou os Estados Unidos, onde já o fazemos”, afirma.

O executivo da Altice lembra que “quando a “Altice vendeu as torres [mais recentemente encaixou 200 milhões de euros com a venda da dos 25% que detinha na empresa das torres de telecomunicações à Cellnex] já foi para se focar precisamente nos serviços e não nas infraestruturas. Hoje o investimento está focado nos serviços, as infraestruturas deixaram de ser o nosso core business”. Recorda também que “em todos os países que vão à frente no 5G também o investimento vai precisamente nesse sentido”.

A Meo Serviços Técnicos bem como a Intelcia – , que desde faz parte do universo Altice e que hoje integra 2000 pessoas provenientes da Manpower Solutions – , são dois exemplos “da forma como a Altice está a verticalizar os negócios”, adianta o CEO. “Não faz sentido falar em desmantelar quando estamos cada vez mais a alargar o nosso footprint”.

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