Telecomunicações

“Não queremos que operadores sejam sufocados com a atribuição de espectro”

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Governo quer "tão cedo quanto possível" avançar para a atribuição de espectro para o 5G. Em Espanha, 8 cidades vão já ter serviços 5G no verão

O modelo de atribuição do espectro para o 5G ainda não está definido, nem o calendário para a sua realização, mas o Governo “está atento a tudo isso e à variável económica também”, disse Alberto Souto Miranda, secretário de Estado adjunto e das Comunicações, à margem da demonstração da primeira ligação de 5G em roaming, realizada pela Vodafone Portugal e Vodafone Espanha, entre Valença e Tui.

“Não queremos que operadores sejam financeiramente sufocados com a atribuição de espectro”, garante o membro do executivo. “Penso que o Governo terá a sensatez que construir uma solução que responda às expectativas do mercado”, disse ainda.

A partir de setembro até junho do próximo ano começam a ser libertadas faixas, até aqui ocupadas pela TDT, para a utilização do 5G. “Tão cedo quanto possível”, o Governo quer realizar a atribuição das faixas. Como e em que moldes dependerá do trabalho de análise que está a ser feito pela Anacom. Decisão será assim tomada “tão cedo quanto possível, mas não antes que seja uma decisão de qualidade”, frisa o responsável.

O Governo quer apresentar o mais cedo possível o plano estratégico para o 5G, um plano “que cole com a realidade do país”. “Portugal vai ter de construir o seu próprio caminho nesta caminhada europeia e mundial”, defendeu.

“Façam a atribuição total das frequências”, diz Vodafone

A atribuição do espectro ou, pelo menos, a sua definição ao nível de modelo, é algo aguardado pelos operadores. Em Espanha, há 8 cidades que já este verão a Vodafone irá fazer lançamento comercial do 5G, em Portugal não há nenhuma cidades piloto, lembrou Mário Vaz.

Mas para o CEO da Vodafone isso não significa que Portugal esteja a perder o comboio do 5G. “Não estamos atrasados, e prova que não estamos é que estamos aqui a fazer a primeira ligação 5G em roaming”, frisou o responsável da operadora.

“O que precisamos é da atribuição das frequências”, reforça Mário Vaz. E deixou uma recomendação. “Façam a atribuição total das frequências”, defendeu. “Só assim o investimento será mais eficaz”, reforçou. “A atribuição parcial até pode ter benefícios financeiros, mas para o país (a total) terá mais benefícios”.

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