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“Não são os salários que mantêm as pessoas na Feedzai”

Paulo Marques, Nuno Sebastião e Pedro Bizarro, cofundadores da Feedzai. 
Fotografia: DR
Paulo Marques, Nuno Sebastião e Pedro Bizarro, cofundadores da Feedzai. Fotografia: DR

A Feedzai é um dos casos de maior sucesso do empreendedorismo nacional e foi uma das empresas que marcou presença na cerimónia do sexto aniversário do Dinheiro Vivo, para debater os temas da robótica e da inteligência artificial.
Fundada em 2009 e dedicada ao combate à fraude nos pagamentos, a Feedzai tem crescido a um ritmo alucinante de 300% ao ano. O sucesso comprova-se com outros números: já tem “clientes em todos os continentes”, entre eles “10 dos 25 maiores bancos” e outras grandes marcas como a Nike.
Tem uma subsidiária na Califórnia e também abriu escritório em Nova Iorque. Quanto a Portugal, “tem uma capacidade de inovação muito elevada. Às vezes isso não é reconhecido, mas os nossos engenheiros e engenheiras conseguem ter uma boa mistura entre a parte tecnológica e as soft skills”, considera Pedro Bizarro, co-Founder da Feedzai (à direita na fotografia).
Ao Dinheiro Vivo, o gestor afirmou que “Portugal está espetacularmente bem posicionado para esta nova fase de inovação”, mas lamenta que alguns erros de base, nomeadamente ao nível da formação, teimem em persistir.
“Ainda se trabalha e ensina de uma maneira muito prescritiva, em que o professor pede uma coisa e o aluno faz. Ainda existe a ‘receita’ para fazer as coisas, quando deveriam ser apresentados problemas mais abertos, mais complicados, mais difusos, e mais trabalho em equipa e aposta nas soft skills, porque é isso que vai definir como é que cada pessoa lida com a pressão, usa a sua capacidade de comunicar e convence os seus pares”, aponta.
Mesmo sem dispor de um mercado tão vasto como a China e os Estados Unidos, diz que, “apesar de sermos um país pequeno, isso não é uma desculpa”, dando como exemplo casos como “Israel, Noruega ou Suíça, que são pequenos e fazem indústria de ponta para o mundo todo”.
O truque para ser a ‘next big thing’, diz, é “trabalhar a cultura da empresa”, isto é, “a maneira como se tratam as pessoas, como as ajudamos a crescer e a trabalhar em equipa. Não são os salários que damos às pessoas que as mantêm na Feedzai, porque elas facilmente arranjariam trabalho na Google, Facebook ou Apple. Trabalham cá porque gostam da cultura, do ambiente e das equipas”, remata.
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