aviação

Não são só cancelamentos: TAP cria 59 novas frequências

Fernando Pinto com Humberto Pedrosa e David Neeleman na apresentação da nova Portugália
Fotografia: Reinaldo Rodrigues / Global Imagens
Fernando Pinto com Humberto Pedrosa e David Neeleman na apresentação da nova Portugália Fotografia: Reinaldo Rodrigues / Global Imagens

A TAP está a organizar a sua rede para chegar com mais frequência aos destinos de maior procura. Ao todo, a companhia planeia fazer 59 reforços

A companhia aérea nacional já fechou o desenho daquilo que será a sua operação a partir desde ano.

Como previsto haverá novas rotas, alguns reforços e, ao mesmo tempo, suspensões nos destinos que não geram tráfego ou rentabilidade à companhia.

Depois do anúncio da suspensão de quatro rotas com partida do Aeroporto Sá Carneiro (Barcelona, Milão, Bruxelas e Roma) e do encerramento das viagens para Bogotá, Panamá, Manaus, Gotemburgo, Hannover, Zagreb, Budapeste e Bucareste, com partida de Lisboa, a companhia já decidiu também criar 59 novas frequências.

Haverá reforços em Nova Iorque, Miami, São Paulo, ilha do Sal, Casablanca, Marraquexe, Tanger, Roma, Munique, Paris, Toulouse, Veneza e ilha Terceira, confirmou fonte da companhia ao Dinheiro Vivo.

A TAP pretende também apostar em força no mercado espanhol e, para além da criação de uma nova rota para Vigo, guarda alguns anúncios “de grande crescimento” para apresentar esta semana em Madrid, na feira de turismo anual, Fitur.

“No total da rede serão mais 59 frequências adicionais”, refere a TAP, acrescentando que estes números se juntam ao reforço de oferta já anunciado para a Portugália – agora TAP Express – e que reflete um aumento da capacidade em 47%.

As alterações na operação da companhia aérea portuguesa surgem na sequência da mudança de acionistas e reposicionamento da oferta consoante a procura que se tem verificado. A empresa recorda que vive “uma fase de transição” com grandes investimentos, especialmente em frota e no qual é importante “concentrar a nossa capacidade nas rotas com maior potencial, tanto em termos de tráfego como de custos operacionais”.

A opção de suspender certas rotas, em vez de se reduzir a sua frequência, tem a ver com o facto de os custos fixos se diluírem à medida que se aumenta o número de frequência em terminado destino. No fundo, é melhor aumentar do que reduzir se houver procura, algo que se irá verificar a partir de agora em vários destinos TAP.

Entre suspensões, aberturas e novas frequências, a empresa garante que vai manter os mesmos níveis de oferta. “Ou seja, vamos oferecer um número total de horas de voo semelhante”, justifica.

Este reposicionamento de rotas prende-se com a necessidade de se reduzirem os custos fixos e tentar focar a operação para locais onde haja maior receita. “Só quando voltarmos à normalidade poderemos investir mais em rotas que ainda não revelaram todo o potencial”.

As rotas abertas no verão de 2014 para o norte do Brasil, e que agora vão ser suspensas, estão entre as que nunca chegaram a ser totalmente rentáveis para a TAP, com taxas de ocupação que rondavam os 70%, contra os 80% do total de destinos no Brasil.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Outros conteúdos GMG
Hoje
The World Economic Forum, Davos
Fabrice COFFRINI/AFP

Líderes rumam a Davos para debater a nova desordem mundial

Mário Centeno

Privados pedem ao Estado 1,4 mil milhões de euros em indemnizações

Luis Cabral, economista.
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Luís Cabral: “Pobreza já não é só ganhar 2 dólares/dia”

Não são só cancelamentos: TAP cria 59 novas frequências