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Não são só trotinetes: Faro também quer apostar em bicicletas partilhadas

(Leonardo Negrão / Global Imagens)
(Leonardo Negrão / Global Imagens)

Município do Algarve quer lançar rede de bicicletas partilhadas no final de 2019. Investimento ainda está em estudo.

A cidade de Faro tem desde esta segunda-feira e uma rede partilhada de trotinetes elétricas, operação que integra uma estratégia de mobilidade que prevê, até ao final do ano, o lançamento de um serviço de bicicletas públicas.

Numa fase inicial estarão disponíveis 75 trotinetes, distribuídas por dez locais da cidade, mas a previsão é que, nas próximas semanas, o serviço seja alargado a mais zonas e a mais operadores, disse a vereadora da Câmara de Faro com os pelouros do Urbanismo e Transportes, Sophie Matias.

Relativamente a infraestruturas, a autarquia prevê construir seis quilómetros de novas faixas cicláveis e remodelar ciclovias e faixas já existentes, algumas de uso partilhado com carros, acrescentou Sophie Matias, durante a sessão de lançamento de projetos de mobilidade em Faro.

Posteriormente, a rede de infraestruturas cicláveis deverá ser alargada a outras áreas do território, ligando a cidade de Faro a Gambelas, a cerca de oito quilómetros, onde se situa o maior dos dois “campi” da Universidade do Algarve (UAlg).

Durante a apresentação do projeto, o presidente da Câmara, Rogério Bacalhau, afirmou querer lançar, ainda este ano, o concurso para um sistema de bicicletas partilhadas, uma operação que comporta um investimento maior e que está ainda em estudo.

Por se tratar de uma operação “com maior risco”, a Câmara de Faro “vai colocar em orçamento” uma verba para assegurar o investimento no sistema, cujos moldes estão ainda a ser pensados, em termos de equipamentos, modelo de negócio e estrutura tarifária.

No que respeita às trotinetes elétricas, estas apenas poderão ser usadas através da aplicação para dispositivos móveis do operador VOI, com um custo de desbloqueio de um euro e um valor por minuto fixado em 15 cêntimos.

O facto de o sistema ser usado exclusivamente através de uma aplicação levou a que uma municípe, que interveio no final da sessão, considerasse tratar-se de um modelo “que não é inclusivo”, defendendo que o acesso deveria ser através de um cartão.

Apesar de concordar com o projeto, Joana Martins questionou ainda a segurança de quem usa o sistema de trotinetes, uma vez que “as vias não estão adequadas ao uso deste tipo de equipamentos”, devido à irregularidade e mau estado do asfalto.

Após a intervenção da municípe, Rogério Bacalhau admitiu que nunca estarão reunidas as condições ideais e que estas soluções levantam problemas que “antes não existiam” e que vão ser analisados.

Por outro lado, referiu, a Câmara de Faro vai promover sessões de sensibilização para os cuidados a ter na utilização destes veículos de duas rodas.

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