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NAV fecha acordo que traz novo sistema de tráfego a Lisboa

Fotografia:   João Girão / Global Imagens
Fotografia: João Girão / Global Imagens

NAV assina esta quarta-feira o acordo que sela a adesão à Aliança COOPANS que trará novo fôlego ao aeroporto de Lisboa

O Governo já tinha prometido que seria em março e agora chega a confirmação. A NAV fecha esta quarta-feira o acordo que vai permitir a Portugal entrar para a aliança COOPANS, o grupo que trará um novo sistema de controlo de tráfego aéreo e, com ele, novo fôlego ao aeroporto de Lisboa.

“A decisão de aderir à Aliança COOPANS teve como pressuposto estratégico proporcionar à NAV Portugal um melhor posicionamento para fazer face aos desafios tecnológicos e de procedimentos colocados aos Prestadores de Serviços de Navegação Aérea pelas Diretivas, requisitos e definições do Céu Único Europeu, bem como para fazer face ao forte e imprevisto aumento do tráfego registado ao longo dos últimos anos na Região de Informação de Voo (RIV) de Lisboa”, refere a nota de imprensa que dá conta da cerimónia de assinatura, acrescentando que com esta adesão, “a NAV Portugal passará a usufruir do sistema de gestão de tráfego aéreo comum da Aliança”.

É o pontapé de saída para a reforma do velhinho ATM que já não permite dar resposta ao acréscimo de tráfego da Portela e que, além disso, é insuficiente para garantir a coordenação da pista do aeroporto de Lisboa e da base aérea do Montijo, quando o plano complementar para extensão do aeroporto avançar.

“Deve ainda sublinhar-se que esta evolução tecnológica que representa o novo sistema de gestão de tráfego aéreo é crucial para permitir à NAV Portugal continuar a fazer face ao forte incremento de tráfego registado na RIV de Lisboa nos últimos anos e deste modo contribuir de forma ativa para o crescimento económico nacional”, revela a mesma nota.

No final do ano passado, o Sindicato dos Controladores de Tráfego Aéreo (SCTA) denunciou que a NAV foi confrontada por quatro falhas do sistema de tráfego atual entre janeiro e outubro. A 11 de março, 20 de agosto, 2 de outubro e 9 de outubro, o sistema ATM terá falhado por alguns minutos durante os quais os aviões tiveram de permanecer no ar ou nas pistas, sem poder descolar.

A adesão a este consórcio internacional chegou a estar preparada mas Portugal acabou por adiar o processo que demora dois a três anos a implementar. O novo sistema custa entre 30 e 40 milhões de euros.

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