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Neeleman processado nos EUA. Tudo começou com a contratação de um CEO

Fotografia: Jetlines
Fotografia: Jetlines

Jetlines, ainda em início de vida, processou o investidor norte-americano. Fala num beijo da morte que afectou a reputação junto dos bancos

Em início de vida e ainda sem operações aéreas, a Jetlines Canada – companhia de ultra baixo-custo [ultra-low-fare airline] – foi aconselhada por um banco de investimento a contratar um CEO bem reputado no mercado para dar sustentabilidade e credibilidade ao seu projeto financeiro. A empresa contratava, assim, Lukas Johnson, ex-administrador da Allegiant Air, mas, seis semanas depois, perdia o gestor para a Moxy, nova companhia aérea de David Neeleman.

A troca de cadeiras não ficou por menos. A empresa canadiana está a acusar judicialmente o investidor privado e acionista da TAP de interferência no seu negócio com efeitos lesivos na reputação e capacidade de financiamento. O processo judicial entrou no Tribunal distrital dos EUA para o Distrito do Connecticut e menciona não só o investidor norte-americano como a DGN Corporation – empresa privada de David Neeleman -, e o Breeze Aviation Group, que está na origem da Moxy.

“A empresa [Jetlines] iniciou procedimentos legais nos Estados Unidos (Distrito do Connecticut) contra David Neeleman, DGN Corporation e Breeze Aviation Group, Inc por interferência danosa na expectativa de negócio e violação da Lei de Práticas de Comércio justas do Connecticut”, refere a empresa aérea em comunicado.

A companhia acredita que a saída do CEO levou a uma espiral descendente que causou danos na sua reputação aérea e bancária. A alegação menciona um “beijo da morte” que fez cair por terra os esforços de financiamento junto da banca, tendo visto negadas as possibilidades de levantar o investimento que era necessário para iniciar operações, cita a Bloomberg.

“A capacidade da Jetlines em obter financiamento crucial para iniciar operações de voo e ganhar receitas relacionadas foi adiada” diz a empresa, acrescentando que “o contrato de arrendamento da Jetlines para certas aeronaves foi rescindido, causando perda de 2,2 milhões de dólares em depósitos não reembolsáveis”. Dizem ainda que “o montante de financiamento disponível para a Jetlines foi reduzido significativamente”, refere o Simple Flying.

Os documentos que agora deram entrada na Justiça referem também que Johnson participou em “comunicações secretas” que os novos empregadores sabiam “que violavam os deveres do empresário com a Jetlines”.

David Neeleman não é o único alvo recente da Jetlines. A empresa tem feito uma forte campanha contra o que diz ser um “duopólio” de companhias aéreas no Canadá. Este verão fez até um “protesto no céu” para marcar uma posição que espera alterar com um modelo de muito baixo custo.

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