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Nestlé Avanca é hub global de snacks bio para bebés

Ludovic Aujogue, diretor do negócio de Nutrição Infantil da Nestlé Portugal, a prop—sito do lanamento de uns novos snacks para bebés.

(Sara Matos / Global Imagens)
Ludovic Aujogue, diretor do negócio de Nutrição Infantil da Nestlé Portugal, a prop—sito do lanamento de uns novos snacks para bebés. (Sara Matos / Global Imagens)

Da fábrica de Avanca vai ser exportada nova gama da multinacional para 35 países, incluindo Estados Unidos, Israel e Austrália.

A fábrica da Nestlé em Avanca é o novo hub global de produção dos novos snacks biológicos para bebés da multinacional suíça. Um total de 11 milhões de euros foi investido numa nova linha de produção na fábrica do distrito de Aveiro que vai exportar, até ao primeiro trimestre de 2020, a nova gama de produtos, os NutriPuffs da NaturNes Bio, para 35 mercados. “A Nestlé Portugal fez força para trazer [esta produção] para o país, para Avanca que se vai transformar no hub global de snacks biológicos da companhia para o mundo”, adianta Ludovic Aujogue, diretor de negócio de nutrição infantil da Nestlé Portugal.

O projeto começou a ser pensado em 2017, tendo a subsidiária portuguesa da Nestlé concorrido internamente para trazer para Avanca a produção. O conhecimento a nível dos cereais – Cerelac, Nestum ou Estrelitas são alguns dos produtos produzidos – e o espaço disponível em fábrica para instalar uma nova linha de produção foram argumentos que pesaram a favor.

A decisão chegou em novembro de 2017, tendo a Nestlé começado não só a instalar a nova maquinaria como a formar o pessoal. “Fazer snacks é diferente de produzir Cerelac. São técnicas diferentes também do ponto de vista do embalamento: trabalhar com uma lata (caso dos NutriPuffs) é diferente de uma caixa de cartão”, exemplifica. Foram contratados 14 colaboradores só para esta nova gama/linha, onde a empresa aplicou 11 milhões de um total de 40 milhões de investimento (a 20 meses) nas unidades de Avanca e no Porto (café em grão). “É um grande investimento não só para Nestlé Portugal como até para a Nestlé Europa e Médio Oriente. Não se dá luz verde para investir 11 milhões de euros se este fosse apenas um investimento tático. Temos de acreditar que vai cobrir, pelo menos, os próximos 15 a 20 anos para considerarmos aplicar este volume de investimento em maquinaria, pessoas”, frisa Ludovic Aujogue.

A nova linha tem capacidade para produzir 80 latas por minuto, 130 quilos por hora, com parte dos ingredientes (tomate, cenoura, cebola, laranja e framboesa) de fornecedores de frutas e legumes nacionais.

Os NutriPuffs arrancam com quatro artigos – snacks de cereais com sabor a banana, framboesa, tomate e cenoura – para bebés com 8 e 10 meses, com uma receita criada pela equipa de desenvolvimento da Nestlé na Suíça, com “o apoio de alguns team leaders em Portugal”. Desafios? Desenvolver uma receita adequada ao palato dos bebés, sem açúcar ou sal adicionados, que cumprisse com requisitos de segurança alimentar para este segmento, bem como dos produtos biológicos, de mais de três dezenas de países onde vai ser comercializado. “Quando falamos de bebés de 8 e 10 meses e snacks a prioridade é a segurança, garantir que temos produtos seguros, para que não sufoquem.”

Os NutriPuffs têm luz verde da Food Drug and Administration (FDA), bem como certificação Kosher e Halal, permitindo que sejam comercializados em países como Austrália, Rússia, EUA ou Israel, estes últimos fortes mercados a nível dos snacks.

Ludovic Aujogue mostra-se otimista com a aceitação da gama bio. Nos EUA, um estudo recente dava conta de que 30% das calorias ingeridas pelos bebés provinha de snacks doces ou salgados desadequados às suas necessidades nutricionais. Neste mercado, a comida biológica para bebé já tem quota de 40%. “Na Europa não é esse valor, mas em alguns mercados como a Suíça ou países nórdicos ou em alguns segmentos (como puré de fruta) em França e Espanha já é muito elevado”, diz. Em Portugal – onde cada lata de 35 gramas vai começa a ser vendida no final de agosto com um preço de venda ao público recomendado de 2,09 euros – o biológico tem uma quota de até 3% na comida para bebé, da qual a Nestlé tem uma fatia de 40%.

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