Indústria

Nestlé Portugal antecipa crescer até 4% este ano

Paolo Fagnoni, novo diretor-geral da Nestlé Portugal
Paolo Fagnoni, novo diretor-geral da Nestlé Portugal

Em 2018 a multinacional gerou 500 milhões de euros de receitas em Portugal (+3,2%). Exportações e compras a fornecedores nacionais recuaram

A Nestlé Portugal antecipa crescer este ano entre 3 a 4%, adianta Paolo Fagnoni, diretor-geral da Nestlé Portugal, num encontro com jornalistas. O ano passado a companhia gerou 500 milhões de euros de receitas, um crescimento de 3,2%.

O clima do ponto de vista da macro económico é “positivo”. “Portugal é um dos mercados que é muito apelativo para os negócios e um dos países que se prevê crescimento na zona Euro”, acrescenta. “O crescimento da economia portuguesa está para ficar”, reforça. Um mercado que descreve como “extremamente dinâmico” e onde os consumidores revelam índices de confiança, indicador essencial para uma empresa de ‘fast consummer goods’ (FCG)como a Nestlé.

Leia ainda: Starbucks vai ser produzido na fábrica da Nestlé no Porto

“Estou extremamente otimista”, diz o diretor-geral da Nestlé, apontando um crescimento para a companhia este ano entre 3 a 4%, valor acima dos 2,9% com que o mercado de FCG fechou o ano passado. “O início do ano foi extremamente positivo, em todas as categorias e estamos otimistas quanto ao semestre”, diz.

O ano passado a companhia gerou 500 milhões de euros de receitas no mercado português, uma subida de 3,2%, com o contributo de praticamente de todas as unidades.

Exportações e compras a fornecedores nacionais recuam

As exportações das fábricas da Nestlé em Portugal recuaram no entanto o ano passado. Em 2018 as exportações fixaram-se nos 53 milhões, um recuo face aos cerca de 82 milhões registados no ano anterior. Uma quebra para o qual contribui a venda da fábrica de leite em pó nos Açores. “Não havia procura suficiente no mercado internacional, outros fornecedores estavam em condições de fornecer um leite qualidade a melhores preços”, diz Paolo Fagnoni. “As linhas de produção estavam ocupadas a 50%, acrescenta. “Fizemos um acordo para os trabalhadores (56 pessoas) manterem postos de trabalho na fábrica”, diz “e a Nestlé mantém-se como cliente”. O acordo permite que o novo proprietário possa assumir outros clientes.

As compras a fornecedores nacionais também diminuíram o ano passado: de 150 milhões para 119 milhões. Mas a quota de compras as fornecedores nacionais subiu de 67% para 71%, mercado onde a companhia trabalha com mais de mil fornecedores aos quais compra 90% dos serviços necessários às operações, 37% das matérias-primas e 89% do material de embalagem.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Foto: DR

IMI baixa para mais de 24 mil famílias que pediram reavaliação

NOS

Avaria na rede da NOS afetou milhares de clientes

Bandeira de Angola

Ex-presidente do Fundo Soberano de Angola libertado

Outros conteúdos GMG
Conteúdo TUI
Nestlé Portugal antecipa crescer até 4% este ano