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Netflix perde 126 mil assinantes nos EUA e enfraquece posição internacional

REUTERS/Mike Blake
REUTERS/Mike Blake

Redução do crescimento da Netflix questiona vontade dos clientes pagarem serviço.

Uma acentuada diminuição no crescimento internacional da Netflix, incluindo a primeira queda trimestral nos assinantes nos EUA desde 2011, está a levantar questões sobre a vontade das pessoas pagarem por serviços na internet.

Questão particularmente relevante quando se anuncia o aumento da oferta, com a entrada da Disney, Apple e de outros.

Um aumento recente dos preços assombrou os assinantes da Netflix. A empresa perdeu 126 mil assinantes nos EUA, menos de um por cento dos 60,1 milhões existentes neste país, no trimestre abril-junho, mas o suficiente para encerrar a sessão bolsista de quinta-feira com uma perda de 10,3%.

O aumento do preço do seu plano mais popular, de 11 para 13 dólares, foi anunciado em janeiro e materializou-se para muitos dos subscritores durante o segundo trimestre.

A nível mundial, o serviço conseguiu 2,7 milhões de assinantes, bem abaixo do objetivo de cinco milhões.

“O aumento de preços pela Netflix levou as pessoas a pensar sobre se estão a receber o valor pelo dinheiro que estão a pagar”, afirmou o analista Michael Pachter, da Wedbush.

Apesar de as pessoas aceitarem sacrifícios para satisfazerem as suas necessidades de filmes, disse, também estão dispostas a cancelar a assinatura se não estiverem a usar o serviço com regularidade, tal como fazem com a inscrição em um ginásio ou a assinatura de uma revista.

As empresas que se preparam para competir com a Netflix parece que estão atentas.

A Disney Plus, que deve começar em novembro, vai custar menos do que a Netflix, ao avançar com um preço de assinatura de oito dólares, se bem que a sua oferta de títulos seja inferior à da concorrente.

Já a Hulu cortou os preços de oito para seis dólares do seu principal serviço, que também é suportado por publicidade.

Serviços da Apple, esperados para este ano, e da WarnerMedia e NBCUniversal, aguardados para 2020, ainda não divulgaram preços, mas esta vai disponibilizar serviços gratuitos, viabilizados por publicidade, aos assinantes dos serviços tradicionais disponibilizados por cabo.

Mas, mesmo que serviços individuais sejam mais baratos do que na Netflix, não está claro quantos consumidores estão dispostos a pagá-los.

Uma das formas de tornar um serviço apelativo não é através de melhores preços, mas sim de espetáculos exclusivos e uma oferta alargada de títulos.

A Netflix já declarou que se congratula com a concorrência. Acabou junho com 151,6 milhões de subscritores a nível mundial, bem mais do que os seus rivais, que também incluem a Amazon.

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