New York Times volta aos lucros graças às assinaturas digitais

Num só trimestre, o jornal norte-americano ganhou mais 308 mil subscritores digitais, o melhor resultado de sempre

O New York Times voltou aos lucros no primeiro trimestre de 2017. O jornal norte-americano apresentou resultados líquidos de cerca de 13 milhões de dólares (11,91 milhões de euros), depois de ter registado o maior crescimento de sempre no número de assinantes digitais. No mesmo período de 2016 tinha registado prejuízos de 8,3 milhões de dólares. Isto anulou a quebra na circulação em papel, segundo a nota publicada esta quarta-feira.

As receitas de publicidade digitais aumentaram 19% entre janeiro e março para os 50 milhões de dólares. Num só trimestre, o jornal norte-americano ganhou mais 308 mil subscritores digitais, o melhor resultado de sempre, e depois dos resultados das eleições norte-americanos, que deram a vitória a Donald Trump. Há 2,2 milhões de subscritores assinantes do New York Times em formato digital.

No segmento de papel, o cenário é inverso: as receitas publicitárias do segmento caíram 18%. O editor executivo do jornal, Dean Baquet, diz que a redação do New York Times terá de ser reduzida. Além disso, a empresa continua "a acompanhar de perto os custos e empenhada em gerir a rentabilidade de forma agressiva", refere Mark Thompson, presidente executivo da empresa de comunicação social.

Para o segundo trimestre, a empresa espera uma redução no crescimento de assinantes digitais, alegando que o efeito dos ataques de Trump à imprensa - que contribuíram para um aumento do número de subscritores - comece a perder efeito.

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