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Newshold sai do I e do Sol e despede mais de 100 trabalhadores

Álvaro Sobrinho, com os seus advogados (Luís Manuel Neves / Global Imagens)
Álvaro Sobrinho, com os seus advogados (Luís Manuel Neves / Global Imagens)

A decisão marca a saída da angolana de Álvaro Sobrinho dos media em Portugal. Cerca de 120 trabalhadores do Sol e do I serão despedidos. Quem ficar deverá sofrer cortes salariais.

A Newshold vai sair do capital do jornal i e do Sol. Mário Ramires vai criar uma nova empresa e leva consigo um terço dos trabalhadores dos dois jornais. Os restantes irão negociar a saída, apurou o Dinheiro Vivo. A Newshold vai ser encerrada.

A informação foi hoje transmitida aos colaboradores dos dois jornais detidas pela holding luso-angolana, depois de na passada sexta-feira os acionistas terem reunido para decidir sobre o futuro dos dois projetos de media.

Mário Ramires, um dos sócios da Newshold, quer levar os dois jornais para uma nova empresa ficando apenas com cerca de 66 trabalhadores que irão assegurar a produção do diário i, de segunda a sexta, bem como do semanário Sol, que passa a sair para as bancas ao sábado. Cerca de 120 pessoas serão dispensadas.

Neste momento, não é claro quem ficará no projeto. Ao que foi possível apurar, Mário Ramires irá falar com os colaboradores para avaliar se aceitam as condições. Quem transita terá de prescindir da antiguidade e está sujeito a um corte salarial. Para os dois terços dos trabalhadores dispensados o objetivo é que seja feito o pagamento das indemnizações a que têm direito.

A Newshold, holding que detinha os ativos de media, vai ser encerrada, marcando a retirada da família de Álvaro Sobrinho nos media em Portugal. A Newshold chegou a anunciar interesse na compra da RTP, na altura que o Governo de Passos Coelho tinha colocado a privatização de um dos canais públicos em cima da mesa; tendo ainda detido mais de 15% do grupo Cofina, donos do Correio da Manhã, mas gradualmente foi vendendo a sua participação. Os dois jornais, i e Sol, teriam gerado o ano passado um prejuízo conjunto de cerca de 8 milhões de euros, situação que terá motivado esta decisão.

Fundado pelo grupo Lena, com apenas seis anos de existência o diário I já mudou várias vezes de acionistas, o mesmo sucedendo com o semanário Sol. Criado por José António Saraiva e Mário Ramires, o Sol surgiu como um projeto concorrente do Expresso. A entrada da Newshold deu-se em 2009 depois de uma reorganização da estrutura acionista, motivada pela saída da Cofina do capital em novembro de 2008. O Sol chegou a ter uma edição em Angola, com redação própria, que já não é editada há cerca de três semanas.

Até ao momento não foi possível obter um comentário da Newshold, nem de Mário Ramires.

(Atualizada às 15h17 com correcção dos dias de saída dos jornais)

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