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Nos abre 11 novas salas de cinema até ao final do ano. Imax chega a Cascais

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Nos abre 11 novas salas de cinema até ao final do ano. Imax chega a Cascais

O braço de cinema da Nos reforça a sua quota de mercado, com a abertura de novos espaços em Loulé, Évora e Cascais.

Era como pilotar um Spitfire em pleno canal da Mancha, no filme Dunkirk. Na sala Imax, o som e as imagens conjugaram-se de tal forma que Pedro Mota Carmo quase sentia a manete do avião. É essa experiência imersiva que o CEO da Nos Lusomundo Cinemas deseja que, em novembro, os fãs de Justice League possam ter quando abrir a terceira sala Imax em Portugal, no CascaiShopping. É uma de 11 salas com projeção de última geração que vão abrir este ano: em meados de outubro, cinco salas no MAR Shopping, em Loulé e, em novembro, outras cinco no Évora Shopping, pondo fim a sete anos sem cinema na cidade alentejana.

“É um investimento considerável que estamos a fazer, nós e os promotores, para instalar estas salas com a tecnologia mais recente em duas regiões distintas do país e com esta nova sala Imax”, garante Pedro Mota Carmo, sem revelar valores. “Ao abrirmos estas salas estamos a atrair mais pessoas e a criar empregos: em cada um dos complexos no Algarve e em Évora estamos a criar 20 empregos.”
Loulé e Évora surgiram de oportunidades com o nascimento de novos centros comerciais. “O Algarve é uma das zonas do país com maior crescimento populacional nos últimos anos, onde existe uma oportunidade de oferta de cinema”, justifica Pedro Mota Carmo. “É o primeiro complexo com projeção laser em Portugal. Vamos ter som Dolby Atmos”. É o terceiro complexo da Nos Lusomundo Cinemas na região que, com esta abertura, passa a ter 16 salas e mais 1200 cadeiras. Em Évora, no shopping da Ares Capital, vão instalar cinco salas, com 600 lugares. “Para nós é importante porque é uma região que não tem oferta de cinema”. Aberturas que somam 1800 lugares às atuais 39 mil cadeiras que a Nos tem nas suas 225 salas. A tudo isto juntar-se-ão mais 420 lugares, com abertura em novembro da terceira sala Imax no país, em Cascais. O ecrã tem 360 m2. “São 22 mil smartphones, com uma qualidade de imagem que nenhum smartphone alguma vez terá.”

Regresso ao cinema
Novas aberturas num momento positivo para o setor que tem vindo, desde 2015, a registar crescimentos no número de idas ao cinema. Em agosto, as notícias não foram tão positivas: as salas receberam 1,47 milhões de espectadores, menos 19,8% do que há um ano. Ainda assim no acumulado do ano, o saldo continua positivo: mais de 11 milhões de pessoas a encheram as salas nacionais (10,1%), segundo dados do Instituto do Cinema e do Audiovisual (ICA). As receitas brutas subiram 11% de janeiro a agosto, somando 57 milhões.

“As nossas salas também acompanharam o mercado [em agosto]. Setembro, segundo as expectativas internacionais, vai ser inferior ao do ano passado. Temos de ver isto no longo prazo, no acumulado do ano estamos com crescimento positivo, tanto o mercado como a Nos”, diz Pedro Mota Carmo. Até junho, nas contas mais recentes da empresa, a área de cinema tinha vendido 2,4 milhões de bilhetes (42,6%), gerado receitas de 16 milhões (38,6%) e a área de audiovisual 19,1 milhões (13,1%).

Com um mercado muito dependente da oferta dos estúdios internacionais, o gestor olha para as próximas estreias com otimismo. “Há uma programação dos estúdios para garantir que há produto para puxar pelo mercado”, diz. Estreias como Star Wars – Os Últimos Jedi ou Justice League. Filmes de ação, de super-heróis são os géneros que levam os portugueses ao cinema. Mas há géneros que estão a ganhar terreno: o horror. It, baseado na história de Stephen King, teve “a melhor estreia de sempre de um filme de horror em Portugal, batendo anteriores recordes de Annabelle 2 e A Evocação do Mal (The Conjuring)”, diz Pedro Mota Carmo. “Estamos a abrir novos públicos ao consumo de géneros que não eram tão apetecíveis em Portugal”.

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