NOS “confortável” com acionista Isabel dos Santos

Miguel Almeida
Miguel Almeida

A NOS está "confortável" com o acionista angolano, diz Miguel Almeida, CEO da operadora.

O gestor comentava a questões sobre se o conflito aberto entre a Sonae e Isabel dos Santos em torno dos dois gestores chave no negócio da distribuição, Miguel Osório e João Seara, que terão sido contratados pela empresária angolana para um projeto na área de distribuição em Angola tinha afetado as relações com Isabel dos Santos, que detém metade da Zopt, veiculo que controla a NOS com 50,1%, com a Sonae.

Em Angola, a Sonae tinha estabelecido antes de ser conhecida a fusão uma parceria com a Condis de Isabel dos Santos para o lançamento dos Continente neste mercado.

“Sempre o dissemos e volto a dizer, não comentamos sobre temas de acionistas”, começou por dizer Miguel Almeida, quando questionado pelo Dinheiro Vivo. “O que posso dizer é que ontem tivemos a reunião do conselho de administração para entre outros assuntos debater os resultados de 2014 e o que sentimos do conselho de administração é um apoio unânime a este projeto o que nós dá um enorme conforto”, diz o gestor

Em Angola, a NOS também tem uma parceria com Isabel dos Santos na Zap, onde tem 30%. A operadora teve um contributo positivo para as contas da NOS, tendo contribuído com 16 milhões de euros para os cerca de 75 milhões de euros de lucros da empresa. Ou seja, passou de uma fatia de 3,9%, para 13,9% dos resultados, destacou o CFO José Pedro Pereira da Costa.

Os canais premium de cinema também aumentaram em 13% o número de subscritores, com um contributo de Angola. Questionados sobre se, dado o atual momento económico em Angola – a braços com o impacto da redução dos preços de petróleo – André Almeida, administrador, desvaloriza. “Estamos completamente confortáveis com a posição que temos neste mercado”, diz, lembrando que o Governo de Angola já aprovou Orçamento de Estado para fazer face a esta situação. “O contributo da Zap para as contas consolidadas do grupo é só uma ínfima parte”, diz. “A Zap tem uma aposição muito forte em Angola e tem capacidade para enfrentar os desafios que possam surgir”, garante.

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