Nova estratégia da Pousadas de Portugal já dá frutos

Miguel Velez é administrador das Pousadas de Portugal
Miguel Velez é administrador das Pousadas de Portugal

O novo posicionamento das Pousadas de Portugal foi implementado em setembro do ano passado e os resultados surgiram em força.

Consequência de uma reflexão profunda do negócio, assente em três eixos – reposicionamento da marca com 73 anos, aposta na portugalidade e dispersão geográfica -, as Pousadas de Portugal aumentaram as receitas em 15,5%, tendo o resultado bruto crescido 1 milhão de euros no semestre, face ao homólogo de 2014.

Este é um resultado que envolve as 27 unidades geridas pelo grupo Pestana, embora a estratégia se destine às 35, onde constam castelos, palácios, conventos ou fortalezas. “Mostra que crescemos mais do que o mercado e com dispersão geográfica, em locais onde não há crescimentos”, diz Miguel Velez, administrador das Pousadas de Portugal.

Ainda que seja de Portugal que vêm mais clientes – 32% do total e a crescer 14% no acumulado dos seis meses -, a verdade é que os mercados externos ajudaram. E para isso muito contribuiu não só a promoção internacional, como a inclusão de quatro Pousadas do segmento Monuments (os outros são Historic e Charming) na rede Small Luxury Hotels of the World.

Por isso, o mercado dos EUA cresceu 41%, sendo o 5.oºmercado mais importante das Pousadas, seguido do alemão, a subir 18% (3.oº) e do Reino Unido 13% (2.oº). Um dado interessante é o mercado holandês que cresceu 112%, sendo já o 4.oº mercado. A procura de novas oportunidades de negócio, em época baixa e à semana é a justificação apontada pelo administrador, que destaca ainda o crescimento “interessante” do mercado francês (+6%), que já é o 6.oº

Neste ranking geral, destaca-se pela ausência, o Brasil, “que já foi importante”, e a Espanha, que “caiu muito desde o início da crise”, aponta Miguel Velez. Curiosamente, são os mercados que surgem atraídos por Porto e Lisboa. Na capital, vêm pela nova Pousada no Terreiro do Paço, que é “substancialmente diferente por causa do efeito local/nacional”, embora possa ser vista “como a porta de entrada para tudo”, até para contar a história de Portugal, “transformando-a numa experiência inesquecível”, diz.

Inaugurada em junho, a Pousada de Lisboa tem também como principal cliente o turista português, que pesa 12%. A seguir vem o francês, depois o dos EUA, Reino Unido, Espanha e Itália. “Estamos muito satisfeitos, porque, desde a abertura, tivemos 72,5% de ocupação e prevemos fechar julho entre os 75% e 80%”, diz Miguel Velez. “Esta é a prova de que aceitação internacional é grande”, diz. Não menos relevante: “tivemos 9.4 de avaliação da Booking [entidade referência no sector], cuja avaliação máxima é 9.5”, revela o administrador, orgulhoso.

Ver também: A nova Pousada de Lisboa já abriu… faça o favor de entrar

Quanto a investimentos, o administrador refere apenas que “são muitos milhões”, que “têm de ter retorno”, tendo já o resultado operacional aumentado 1 milhão. “Ficámos um ano e meio avançado em relação ao plano 2014-2018. “O que nos permite avançar para novas ideias”, remata Miguel Velez.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
Fotografia:  Rodrigo Cabrita / Global Imagens

DECO. Quanto poupa no supermercado no seu distrito?

Pedro Nuno Santos, Mário Centeno e António Costa. Fotografia: MÁRIO CRUZ/LUSA

Centeno: crescimento acelera até 3% ou mais no 2º trimestre

Fotografia: Alvaro Isidoro/Global Imagens

NB: Venda do ‘Novo Banco Asia’ pode trazer encaixe de 183 milhões de euros

Outros conteúdos GMG
Conteúdo Patrocinado
Nova estratégia da Pousadas de Portugal já dá frutos