Guerra comercial

Nova licença provisória para a Huawei… se Trump deixar

Imagem de loja da Huawei na China. (REUTERS/Stringer)
Imagem de loja da Huawei na China. (REUTERS/Stringer)

Estariam previstos mais 90 dias durante os quais a Huawei poderia negociar com empresas americanas, mas presidente dos EUA lançou dúvidas

A Huawei poderá fazer negócios com empresas americanas durante mais 90 dias. Pelo menos seria essa a intenção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos. O anúncio estava previsto ser feito durante esta segunda-feira, mas Donald Trump lançou dúvidas ao dizer que talvez não quisesse fazer qualquer negócio com a empresa de telecomunicações chinesa.
“Estamos mesmo a pensar em não fazer negócios com a Huawei… É muito difícil determinar o que vai entrar, o que não vai entrar, ainda é a Huawei. Vamos tomar uma decisão sobre o assunto num futuro não muito distante”, afirmou este domingo Trump, citado pelo Financial Times.
As declarações parecem contrariar as de Larry Kudlow, conselheiro económico de topo de Trump, que tinha confirmado à NBC a prorrogação da licença da Huawei nos Estados Unidos: “Penso que é uma ação de boa-fé, novamente, ajudando as empresas americanas que precisam de mais uns meses para fazer ajustamentos se conseguirem ter as licenças. E isto não assume qualquer risco de segurança nacional.”
A Reuters já tinha avançado com a possibilidade da licença temporária ser prolongada até novembro, o que, a confirmar-se, irá permitir que a Huawei possa continuar a negociar com as empresas americanas e assim manter o serviço aos seus consumidores sem problemas.
Depois de Donald Trump ter colocado a Huawei na lista negra, considerando ser um risco para a segurança nacional, com alegações de espionagem, foi atribuída uma licença provisória até 19 de agosto, ou seja, até esta segunda-feira. O objetivo era precisamente permitir uma fase de adaptação.
Esta proibição da Huawei negociar com empresas americanas é mais um dos episódios da guerra comercial entre Estados Unidos e China. Na semana passada Trump adiou para 15 de dezembro as tarifas que pretende impor sobre os produtos chineses que entrarem no país, faltando agora conhecer se haverá ou não licença para a Huawei por mais 90 dias.
Donaldo Trump tem incitado outros países a não negociarem com a Huawei, com a instalação da rede 5G no centro da polémica. A empresa chinesa respondeu à proibição de negociar com as americanas, acelerando o desenvolvimento do seu próprio sistema operativo para os telemóveis, como substituto do Android da Google. O Harmony OS será apresentado com o novo telemóvel da marca o Huawei Mate 30.
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