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Novabase sobe 8% após vender áreas de negócio à Vinci Energies por 33 milhões

Fotografia: Novabase
Fotografia: Novabase

A Novabase anunciou a venda dos setores de negócio de governo, transportes e energia à Vinci Energies Portugal por 33 milhões de euros.

As ações da Novabase subiam esta terça-feira 7,97% na Bolsa de Lisboa, depois de a empresa ter anunciado no início da semana a venda por 33 milhões de euros dos setores de negócio de governo, transportes e energia à Vinci Energies Portugal.

Cerca das 10:15 em Lisboa, as ações da Novabase estavam a valorizar-se 7,97% para 2,71 euros, depois de durante a sessão já terem chegado aos 2,80 euros e ter fechado a 2,51 euros na segunda-feira.

Até ao momento foram transacionadas 42.005 ações da Novabase que geraram um volume de negócios de 114,15 mil euros, segundo o ‘site’ da Euronext.

Na segunda-feira, a Novabase anunciou a venda dos setores de negócio de governo, transportes e energia à Vinci Energies Portugal, num negócio avaliado em 33 milhões de euros.

“A Novabase, Sociedade Gestora de Participações Sociais, S.A., sociedade aberta, vem, nos termos e para os efeitos do artigo 248.º do Código dos Valores Mobiliários, informar que celebrou hoje, juntamente com a sua subsidiária indireta Novabase Consulting SGPS, S.A., um contrato de venda, à VINCI Energies Portugal, S.A., do seu negócio de ‘Application and Data Analytics’ para os setores de governo, transportes e energia (Negócio GTE)”, referiu a empresa em comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

Segundo o documento, a concretização da compra e venda ocorrerá nos próximos meses.

“Está sujeita à verificação de um conjunto de condições suspensivas habituais neste tipo de operações, incluindo a não oposição da Autoridade da Concorrência”, explica.

O Negócio GTE emprega, atualmente, perto de 400 colaboradores e representou uma faturação de 35 milhões de euros em 2018.

O valor do negócio ascende a 33 milhões de euros, a ser pago “na data de concretização da transação, estando sujeito a ajustamentos, nos termos do contrato”, acrescentou o comunicado ao mercado.

A este valor pode acrescer três milhões de euros, dependente do desempenho final da empresa que se vier a verificar no ano de 2019.

No mesmo comunicado, o presidente executivo (CEO) da Novabase SGPS, João Nuno Bento, afirmou que está “com muita confiança” no futuro.

“A Vinci Energies já demonstrou em transações anteriores ser uma entidade que atribui importância às pessoas que transitam com o negócio, integrando-as e oferecendo-lhes oportunidades de crescimento”, diz.

João Nuno Bento salientou que para a Novabase esta operação permitirá acelerar a execução da sua estratégia.

“Liberta recursos importantes para os investimentos que pretendemos fazer e para honrar os compromissos que estabelecemos com os nossos acionistas, recentemente apresentados ao mercado”, defendeu.

Já o CEO da Vinci Energies em Portugal, Pedro Afonso, referiu que este negócio vem consolidar a estratégia da empresa.

“Este negócio da Novabase é já hoje uma referência em ‘know-how’ [conhecimento] e sofisticação de oferta no quadro europeu. Esta aquisição consolida assim a estratégia de crescimento e desenvolvimento da Vinci Energies em Portugal, através da sua marca Axians, já estabelecida como uma das principais parceiras de organizações privadas e públicas na área de transformação digital, com especialização vertical”, frisa.

Pedro Afonso, CEO da Vinci Energies

Pedro Afonso, CEO da Vinci Energies

Além da compra à Novabase, a Vinci Energies, subsidiária do Grupo Vinci dedicada à transição energética e transformação digital, anunciou também recentemente a aquisição da empresa Longo Plano S.A, para reforçar a sua posição na área de Smart Building Solutions em Portugal.

Com 51 colaboradores em Portugal, a Longo Plano gerou uma faturação de três milhões de euros em 2018. Fundada há 15 anos e sediada no Porto, trata-se de uma empresa especialista na integração de soluções de Engenharia de Segurança.

“Estamos muito satisfeitos por anunciar esta aquisição, pois trata-se de uma empresa que vem contribuir para nosso desenvolvimento em Portugal e nos países em que atuamos. O alinhamento no desenvolvimento conjunto é também evidente, uma vez que temos vindo a concretizar projetos integrados há vários anos. A Vinci Energies procura fazer investimentos de longo prazo, que enriqueçam as competências existentes e abram novas possibilidades de desenvolvimento”, disse Pedro Afonso, CEO da VINCI Energies Portugal

 

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