Novas composições chegam ao Metro de Lisboa a partir de 2023

Transportadora recebeu visto prévio do Tribunal de Contas para encomendar 14 unidades triplas (42 carruagens) e um novo sistema de sinalização. Contrato vale 114,5 milhões de euros.

O Metro de Lisboa vai ter novas composições a partir do primeiro trimestre de 2023. O Tribunal de Contas deu visto prévio ao contrato da transportadora para a compra de 14 unidades triplas (42 carruagens) e de um novo sistema de sinalização ferroviária ao consórcio Stadler/Siemens Mobility, segundo o anúncio feito esta quarta-feira.

A encomenda vale 114,5 milhões de euros, investimento 12,5 milhões de euros abaixo do preço base deste concurso público, de 127 milhões de euros.

O novo material circulante vai chegar ao Metro de Lisboa entre o primeiro trimestre de 2023 - entrega da primeira unidade tripla, com três carruagens - e o terceiro trimestre de 2025 - entrada em circulação do último conjunto de três composições.

As 14 novas unidades já terão instalado o sistema de controlo automático e contínuo de comboios (CBTC, na sigla original). Este sistema também será incorporado nos outros 70 comboios em circulação no Metro de Lisboa.

O contrato também um sistema automática de proteção de comboios nas linhas azul, amarela e verde do metropolitano - este sistema já funciona na linha vermelha há vários anos.

A encomenda inclui ainda a "manutenção preventiva e corretiva de todos os equipamentos pelo prazo de três anos (extensível por mais dois anos) após a receção provisória , incluindo toda a mão-de-obra, peças sobressalentes e consumíveis"; formação técnica e fornecimento de outras peças, ferramentas e equipamentos de teste.

Os novos comboios vão entrar em circulação mais de quatro anos depois do anúncio do concurso público para a compra do novo material circulante, em setembro de 2018. O vencedor foi escolhido em 24 de janeiro de 2020 e o contrato foi assinado em 8 de fevereiro de 2020.

O processo de compra, contudo, foi travado por nove meses devido a uma impugnação apresentada pelo consórcio Thales/CRRC. Este procedimento administrativo apenas foi levantado em novembro de 2020.

Segundo o Metro de Lisboa, a compra de novos comboios "vai melhorar a oferta de comboios e serviços do ML, permitindo mais conforto e acessibilidade para os clientes, bem como um sistema de comunicação com os clientes que vai permitir informação variável e flexível e sistemas de segurança e vídeo vigilância mais modernos".

Oferta para linha circular

Os novos comboios vão reforçar a oferta do Metro de Lisboa a tempo da conclusão da linha circular, cujas obras começaram em 14 de abril e que deverão ficar concluídas no último trimestre de 2024, ou seja, com três anos de atraso. O projeto da linha circular foi anunciado em maio de 2017 e na altura estava previsto que a obra ficasse concluída até ao final de 2021.

A construção da linha circular do Metro de Lisboa tem três lotes.

O lote um contempla a execução dos toscos entre o término da estação do Rato e a nova estação de Santos. Entre Rato e Santos irá nascer a nova estação da Estrela, que ficará localizada no antigo Hospital Militar.

No lote dois, será feita a ligação entre a nova estação de Santos e o final da atual estação do Cais do Sodré.

No lote três, serão construídos os viadutos sobre a Rua Cipriano Dourado e sobre a Av. Padre Cruz, na zona do Campo Grande, prevendo a ampliação da estação do Campo Grande para Nascente.

Esta ampliação do Metro de Lisboa irá custar 210,2 milhões de euros, com financiamento europeu de 83 milhões de euros - o restante montante será assegurado pelo Fundo Ambiental.

Até ao final de 2026, está prevista a expansão da linha vermelha do Metro de Lisboa até Alcântara, que inclui a construção das estações de Amoreiras, Campo de Ourique e Infante Santo.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de