Novo Banco avança para despedimento coletivo

Comissão de trabalhadores manifesta "absoluto repúdio" com tentativa de despedimento coletivo e reafirma defesa da nacionalização

O Novo Banco vai avançar para um despedimento coletivo, informou Eduardo Stock da Cunha à comissão nacional de trabalhadores (CNT) da instituição esta quinta-feira, 25 de fevereiro.

"No seguimento do plano de reestruturação imposto pela União Europeia e que já se encontra em curso, o banco terá que reduzir em 2016, cerca de 1000 postos de trabalho, sendo suposto que 500 sejam através do recurso a um despedimento coletivo", divulgou a comissão de trabalhadores em comunicado.

Deste objetivo total, e considerando as reduções nos quadros da instituição que foram avançando no último ano e meio, ainda faltarão despedir cerca de 500 ao longo deste ano, devendo o Novo Banco recorrer a despedimentos coletivos.

No mesmo documento a CNT avança que "brevemente irá ser informada dos critérios a serem utilizados, bem como das estruturas que poderão vir a encerrar", sublinhando que salientou a Stock da Cunha que "não aceitamos nem pactuamos, de forma alguma, com despedimentos coletivos no nosso banco".

A CNT ainda sugere aos trabalhadores do Novo Banco que "não assinem qualquer documento, sem previamente consultarem a CNT ou o seu sindicato", reafirma a defesa da nacionalização do Novo Banco e "manifesta o absoluto repúdio com esta tentativa de despedimento coletivo".

Mais adiantam que "vamos novamente solicitar audiências ao Primeiro-Ministro, Ministro das Finanças, Ministro do Trabalho, Governador do Banco de Portugal e Grupos Parlamentares" para discutir a intenção de Stock da Cunha.

 

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