Novo Banco chumba teste e precisa de 1,4 mil milhões

A instituição liderada por Stock da Cunha passou no cenário base mas falhou rácio mínimo no cenário mais adverso, necessitando de 1,39 mil milhões para cumprir

O Banco Central Europeu (BCE) divulgou hoje os resultados da avaliação completa realizada a um conjunto de nove bancos da área do euro, entre os quais o Novo Banco. A instituição liderada por Stock da Cunha passou nas provas de resiliência no cenário base, ao conseguir superar o rácio mínimo exigido. No entanto, no cenário mais adverso, foi apurada uma insuficiência de fundos próprios no montante de 1.398 milhões, em linha com as expectativas.

De acordo com os resultados hoje divulgados, o Novo Banco superou o teste de esforço conduzido pelo BCE no cenário mais provável, ao alcançar um rácio Common Equity Tier 1 de 8,24%, acima do limiar de 8,0%.

Contudo, no cenário mais adverso, o banco alcançou um rácio de 2,43%, quando o limiar mínimo era de 5,5%, o que corresponde a um desvio de 3,07 pontos percentuais equivalentes a 1.398 milhões projetado para o final de 2017.

Nos testes de stress realizados no ano passado, o BCP foi a única instituição portuguesa a não passar nas provas de resistência do BCE – no cenário mais adverso -, enquanto o BPI e a Caixa Geral de Depósitos passaram com notas positivas. Devido à medida de resolução aplicada em agosto, o Novo Banco acabou por ficar de fora.

Além da instituição de Stock da Cunha, a autoridade monetária presidida por Mario Draghi revelou igualmente os resultados dos testes de stress feitos a mais oito instituições financeiras europeias.

Segundo o BCE, nenhum banco apresentou uma descida para um nível inferior ao limiar de 8% do rácio no cenário base, enquanto que no cenário mais adverso, a autoridade revela que cinco bancos ficaram com níveis abaixo do limiar de 5.5%.

"Em termos agregados, o défice de fundos próprios destes cinco bancos é de 1.74 mil milhões de euros, o qual será, em parte, colmatado pelos aumentos de capital recentes, realizados desde janeiro de 2015, e por outras medidas elegíveis", acrescenta.

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