Novo Banco: "Reformas antecipadas" permitem limitar redução a 500 colaboradores

Em 2015, Novo Banco gastou 23 milhões de euros em indemnizações e reformas antecipadas, cortando quadros em 411 trabalhadores

O Novo Banco comunicou esta quinta-feira aos seus colaboradores que o esforço desenvolvido nos últimos meses ao nível das reformas antecipadas "irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500".

A administração liderada por Stock da Cunha, num comunicado interno enviado aos colaboradores da instituição, lembra que o plano de reestruturação aprovado pelas autoridades europeias prevê "uma redução de 1000 colaboradores em 2016 e a redução de 150 milhões de euros no total de custos operacionais".

Apesar destes números, asseguram os administradores da entidade,"o esforço que tem vindo a ser desenvolvido nos últimos meses, nomeadamente por via de reformas antecipadas, irá permitir limitar o esforço de redução de colaboradores ainda por concretizar para um número não superior a 500".

Na comunicação interna, o conselho de administração do Novo Banco refere que "prosseguirá agora, num trabalho conjunto com as estruturas representantes dos trabalhadores", a procura pelas "vias mais adequadas para alcançar a redução total imposta pelas autoridades (...) para os custos operacionais", ou seja as tais poupanças operacionais de 150 milhões de euros em 2016.

Nas reuniões com as estruturas representativas dos trabalhadores do Novo Banco, a administração da instituição reafirmou "a convicção quanto à viabilidade económica do grupo, mas foi também apresentada a inevitabilidade de redução de colaboradores".

O comunicado é omisso à indicação dada à Comissão Nacional de Trabalhadores do Novo Banco de que a reestruturação irá passar pelo recurso a despedimentos coletivos.

Recomendadas

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de