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Call-center no Novo Banco passa a ser externo. Trabalhadores saem do banco

Novo Banco. Foto: REUTERS/Rafael Marchante/File Photo
Novo Banco. Foto: REUTERS/Rafael Marchante/File Photo Novo Banco

Sindicato dos Trabalhadores da Actividade Financeira receia que dados dos clientes do banco estejam em risco ao abrigo da Lei de Proteção de Dados.

O atendimento aos clientes do Novo Banco vai deixar de ser feito dentro da instituição liderada por António Ramalho. A denúncia é feita esta quarta-feira pelo SinTAF – Sindicato dos Trabalhadores da Atividade Financeira, através de uma nova de imprensa. Há 44 trabalhadores afetados por esta mudança.

Os funcionários afetos aos serviços de suporte operacional do grupo Novo Banco vão passar para uma empresa de trabalho temporário, a Randstad, de acordo com este sindicato. Esta transferência irá ocorrer no dia 1 de junho, segundo Nuno Matos, dirigente do SinTAF, em declarações ao Dinheiro Vivo.

“Há 44 trabalhadores que estão em causa nesta mudança. Ou aceitam a rescisão amigável do contrato e passam para esta empresa ou então são despedidos por extinção do posto de trabalho”, acrescenta este dirigente.

Até 1 de novembro, estes funcionários vão continuar a trabalhar num edifício que pertencia ao Novo Banco na zona do Oriente, em Lisboa. Nesse dia, serão transferidos para as instalações da Randstad na zona do Baptista Russo, segundo o mesmo dirigente.

“Todo este negócio não protege os interesses do Novo Banco, dos trabalhadores e dos clientes, que vão ver os seus dados bancários serem disponibilizados a uma empresa não sujeita ao sigilo bancário sem autorização dos clientes”, alega o mesmo sindicato.

O Novo Banco, segundo o sindicato, terá apontado duas razões para esta mudança: “o banco está em reestruturação e está a deixar a parte não ‘core’ do negócio” e a “redução dos custos gerais”. Ainda assim, o SinTAF diz que são “prometidas aos trabalhadores do Novo Banco as mesmas condições salariais na passagem para a Randstad”.

O Dinheiro Vivo já pediu um comentário junto de fonte oficial do banco liderado por António Ramalho e que é detido, em 75%, pelo fundo Lone Star.

(Em atualização)

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