Novo Banco: Trabalhadores temem novo plano de despedimentos

Podem estar em causa mais 1500 postos de trabalho no Novo Banco, alertou esta quarta-feira a Comissão de Trabalhadores do banco, numa audição no parlamento.

A Comissão de Trabalhadores (CT) do Novo Banco (NB) teme que esteja em curso um novo plano de despedimentos no banco, que pode levar à saída de cerca 1500 funcionários.

Numa audiência no parlamento, o representante daquela estrutura avisou que o plano pode passar mesmo por um despedimento coletivo.

"Queremos alertar o poder político, e em particular os senhores deputados, para os elevados riscos de vir a acontecer no Novo Banco mais um plano de reestruturação impiedoso, plano de reestruturação que poderá culminar com mais um processo de rescisões pouco ou nada amigáveis ou até mesmo com um despedimento coletivo", afirmou o representa da CT do NB.

"Muito recentemente, fomos informados pelo presidente da comissão executiva do NB, Dr. António Ramalho, que está a ser desenhado um NB de futuro. De acordo com o mesmo, terá de ser muito mais pequeno e com menos pessoas", indicou na sua declaração final na audição, que foi transmitida online.

Entre os motivos avançados por Ramalho está o facto de o NB ter de ter em conta as alterações correspondentes do mercado, "tais como passivos não remunerados, como as baixas taxas de juro, a digitalização crescente, o não aumento de comissões e, a tudo isto, acresce o contexto covid, que terá consequências profundas no desenvolvimento da atividade e no comportamento dos consumidores".

"Estas são as as razões que a administração está a invocar para continuar a reduzir postos de trabalho", destacou.

Antes, durante a audição, o representante da CT do NB indicou que podem estar em causa cerca de 1500 postos de trabalho no banco.

"A nossa percepção é que a grande preocupação do banco não é com os trabalhadores mas sim com a rentabilidade que quer dar aos acionistas norte-americanos. A grande preocupação parece ser efetivamente com que o banco se torne uma noiva atraente", apontou.

Lembrou que o banco vive "ao longo mais de seis anos" em "reestruturações permanentes", desde a resolução do Banco Espírito Santo, em 2014. "O método passou sempre por fechar balcões e despedir tgrabalhadores. Contudo essas reestruturações não se têm mostrado eficazes, pois os prejuízos cada vez são maiores o negócio mais reduzido e os trabalhadores e contribuintes é que são sempre os sacrificados", salientou.

"Já fechamos 314 balcões e já reduzimos 3229 trabalhadores. Parece que nos vai ser apresentado mais uma vez um plano de reestruturação novamente sustentado na redução de custos feito à custa da redução sistemática das condições dos trabalhadores e redução dos postos de trabalho".

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