Automóvel

Novo CEO da Nissan compromete-se a cooperar com Renault

New Nissan Motor's President and Chief Executive Officer (CEO) Makoto Uchida. EPA/KIMIMASA MAYAMA
New Nissan Motor's President and Chief Executive Officer (CEO) Makoto Uchida. EPA/KIMIMASA MAYAMA

Uchida tomou posse este domingo, numa altura em que a fabricante japonesa tenta recuperar da queda dos lucros.

O novo CEO da Nissan, Makoto Uchida, está comprometido em melhorar o desempenho financeiro da fabricante de automóveis e cooperar com o seu parceiro de aliança Renault, mantendo a independência da marca.

Uchida tomou posse este domingo, numa altura em que a fabricante japonesa tenta recuperar da queda dos lucros e e se tenta recompor do escândalo que envolveu Carlos Ghosn. Com a entrada do novo CEO, a Nissan esperar voltar a colocar a empresa num bom caminho, em termos financeiros, depois de anos de expansão agressiva nos Estados Unidos e em outras regiões, adianta a Reuters.

O novo quadro executivo, do qual também fazem parte o CFO Stephen Ma e o COO Ashwani Gupta, assumiu o comando este mês, um ano depois de Ghosn ter sido preso por acusações de má conduta financeira no Japão.

Conhecido pelo seu foco no controlo de custos, Uchida é o terceiro CEO da Nissan desde setembro, quando Hiroto Saikawa, protegido de Ghosn, foi forçado a renunciar depois de admitir ter recebido pagamentos indevidos.

A Nissan prepara-se para apresentar o menor lucro anual em 11 anos. As receitas foram reduzidas, especialmente nos Estados Unidos, um mercado importante, devido aos grandes descontos e às vendas com margens baixas para empresas de aluguer, como parte de uma estratégia para aumentar a participação no mercado, o que prejudicou a imagem da marca.

 

Uchida também deve recuperar os laços com a Renault. Desde a demissão de Ghosn como presidente de ambas as empresas, a Nissan e a Renault discutiram sobre a seleção dos conselheiros e executivos da Nissan, bem como uma proposta de ligação entre a Renault e a Fiat Chrysler (FCA) no início deste ano, que acabou por falhar.

A Renault, que detém uma participação de 43,4% na Nissan depois de salvar a fabricante japonesa da ruína financeira há duas décadas, há anos que busca laços mais estreitos com seu parceiro maior, apenas para ser rejeitada pela Nissan.

A Nissan está a implementar um plano global de recuperação, através o qual reduzirá quase um décimo da sua força de trabalho e reduzirá a produção global de veículos em 10% até 2023 para conter os custos.

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