Turismo

Novo voo direto ajudou a trazer mais 74 mil chineses a Portugal

Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens
Fotografia: Orlando Almeida/Global Imagens

É um aumento de 40%. Turistas chineses gastam 642 euros por cada dia em Portugal, quase três vezes mais do que os angolanos

São os turistas que mais gastam e Portugal é cada vez mais um destino escolhido para passarem férias. No ano passado, o número de chineses que visitou Portugal cresceu 40,7%, um ritmo três vezes maior do que o verificado um ano antes. Foram mais 74 268. Ao todo, de acordo com os dados do INE, o número de turistas chineses somou 256 735, num ano em que Lisboa viu nascer a primeira ligação aérea direta a Pequim.

“O mercado chinês cresceu 40% em 2017, muito associado, claro, à linha direta que passámos a ter e que faz a diferença. Mas também graças a um trabalho de promoção conjunto com o setor privado no mercado chinês”, referiu ontem Ana Mendes Godinho, secretária de Estado do Turismo.

Os turistas chineses foram responsáveis por 415 882 dormidas em Portugal, um crescimento de 35,6%, ou seja, mais 109 240 ‘noites’ do que em 2016. Os dados do gabinete de estatísticas não permitem, contudo, apurar se a estada média também está a acompanhar este ritmo de crescimento.



A China é o maior emissor de turistas do mundo e, com a classe média em franca expansão, é o País de origem dos turistas que mais compram quando estão fora, e que mais investem em produtos de ‘luxo’. Portugal não é exceção.

No ano passado, os turistas chineses deixaram na economia portuguesa, em média, 642 euros por dia, o que os coloca no pódio dos que mais gastam, mostram dados da consultora Global Blue. Este valor está bem acima dos 506 euros que os norte-americanos gastam, em média, por cada dia que passam em Portugal, e dos 252 euros gastos pelos angolanos.

Juntos, os turistas extracomunitários gastaram num dia o mesmo que os europeus numa semana. É este investimento feito por quem nos visita que está a mover a balança do turismo que, a par de mais visitantes, também tem vindo a quebrar recordes.

No ano passado, até outubro, as receitas turísticas superaram o total de 2016. Hoje, o Banco de Portugal deverá confirmar a melhor performance de sempre, com as receitas a superarem os 15 mil milhões de euros.

O governo, para já, destaca os efeitos positivos de uma procura turística cada vez menos sazonal, que a vinda dos chineses também confirma: os três meses do verão foram responsáveis por apenas 71 mil turistas chineses, tendo os restantes 185 mil chegado ao longo dos meses de época média e baixa.

E o potencial de crescimento é enorme. Portugal pode ter como objetivo chegar a um milhão de turistas chineses por ano, assegurou o embaixador português em Pequim, Jorge Torres-Pereira, em julho, aquando do lançamento da nova “rota da seda” que passou a ligar Lisboa a Pequim por via aérea.

Na Europa, os efeitos desta revolução vinda da Ásia estão longe de ser significativos. A China é a grande aposta da Europa para 2018 – o ano do turismo UE/China -, numa altura em que o mercado chinês ainda só representa 2% do total de chegadas de turistas ao Velho Continente.

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