Telecomunicações

Novos cabos submarinos que ligam a Madeira e Açores com custo de 119 milhões

Foto: D.R.
Foto: D.R.

Grupo de trabalho entregou relatório no final de dezembro. Governo está a analisar recomendações, sua calendarização e financiamento proposto.

Os novos cabos submarinos para manter as ligações de telecomunicações entre Portugal Continental e as ilhas da Madeira e Açores poderá ter um custo de cerca de 119 milhões, conclui o grupo de trabalho que recomendou que o financiamento do novo Anel CAM recorra a fundos comunitários e que Portugal identifique este projeto como prioritário.

O relatório do grupo de trabalho, criado para estudar e analisar a configuração técnica e financeira mais adequada para a substituição atempada dos cabos submarinos que asseguram as ligações de comunicações Continente-Açores-Madeira (CAM), foi entregue ao Governo no final de dezembro, tal como previsto

O mesmo contém 12 recomendações, calendarizadas, tendo em vista a entrada ao serviço do novo Anel CAM no prazo estabelecido, ou seja, no ano de 2023, informa o ministério do Planeamento e Infraestruturas e Habitação.

“Foi igualmente analisada a oportunidade de constituição de um novo Anel CAM para a implementação de uma Plataforma Atlântica CAM, sendo que o Grupo de Trabalho estima que no seu conjunto (incluindo as Estações de Cabos Submarinos e adaptação para prestação de serviços complementares) o projeto represente um investimento de cerca de 119 milhões de euros”, diz ainda o Governo. “No que respeita ao financiamento, considera-se fundamental a utilização de fundos comunitários, pelo que Portugal deverá identificar este projeto como prioritário.”

As comunicações eletrónicas entre o Continente e as regiões autónomas são atualmente asseguradas por um sistema de cabos submarinos, denominado anel CAM, formado por 3 ligações em triângulo, sistema que está a 3/4 da sua vida técnica máxima (25 anos) sendo necessário acautelar atempadamente a sua substituição.

O Grupo de Trabalho recomendou ainda que se analisasse, numa fase subsequente, a necessidade de substituição das interligações nos arquipélagos dos Açores e da Madeira.

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