Número de insolvências aumenta 8,1% até Maio

O número de insolvências de empresas em Portugal continua a subir, e nos primeiros cinco meses do ano o valor total registado no Ministério da Justiça aumentou 8,1% face a igual período do ano passado. Até maio deste ano foram registadas 3.797 insolvências de empresas em Portugal, de acordo com os mais recentes dados da IGNIOS, empresa especialista em soluções integradas de gestão de risco para o setor empresarial.

Segundo a analise da IGNIOS, apenas o mês de abril apresentou menor número de insolvências face ao mesmo mês do ano anterior, “com todos restantes meses entre janeiro a maio a apresentarem crescimentos em termos homólogos”.

A empresa destaca ainda que as “insolvências cujo processo se encontra já concluído” aumentaram o peso no número total de empresas insolventes, representando 39,7% das insolvências no acumulado de janeiro a maio deste ano, o que compara com o peso de 32,8% registado no total de 2013.

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Por outro lado, as insolvências apresentadas pelas próprias empresas reduziram o peso de 34,9% para 28,9% considerando o mesmo período, enquanto que os restantes tipos de ações ( Declarada Insolvência – Requerida e Plano de Insolvência) mantiveram o seu peso no total, nomeadamente em torno dos 29% e dos 2%, respetivamente.

Nos primeiros cinco meses de 2014, à semelhança do que aconteceu em igual período do ano passado, os sectores mais afetados por insolvências foram os da Construção e Obras Públicas (18,6%), Outros Serviços (17,9%), Comércio a Retalho (16,5%), Comércio a Grosso (12,0%) e Restauração (7,2%).

De referir que também as pequenas e micro empresas continuam a ser as mais afetadas pelas insolvências, já que cerca de 72,7% das empresas declaradas insolventes tinham um volume de negócios inferior a 250 mil euros e cerca de 82,9% das insolvências dizem respeito a empresas com menos de 10 colaboradores.

Em termos geográficos, lideram em insolvências no acumulado de 2014 (janeiro-maio), os distritos do Porto (22,8%), Lisboa (21,4%), Braga (11,2%), Aveiro (7,75) e Setúbal (5,8%). Uma tendência em linha com a registada em 2013.

No entanto, estes distritos foram também, os mais dinâmicos em termos de constituição de empresas entre janeiro e maio de 2014. Neste período, foram constituídas em Portugal um total de 16 mil novas empresas, das quais 28,6% no distrito de Lisboa, 18,9% no Porto, 8,8% em Braga, 6,5% em Setúbal e 5,8% em Aveiro.

Do total das empresas criadas nestes primeiros cinco meses do ano, 79,3% envolviam um capital social de 5 mil euros, seguindo-se, em termos de expressividade, com um peso de 4,2%, as empresas com capital social de entre 5 mil e 25 mil euros.

Neste período, cerca de 12,7% das empresas foram criadas para a atividade de Comércio a Retalho, seguindo-se as empresas na área de Restauração e Similares (9,7%) e as de Comércio por Grosso (8,9%). Destaque ainda para as empresas da área imobiliária, com 4,7% das novas constituições a situarem-se nas Atividades Imobiliárias e outros 4,4% em específico na atividade de Promoção Imobiliária. A Agricultura, Produção Animal, Caça e Atividades de Serviços Relacionados pesam 4,3% nas empresas criadas entre janeiro e maio deste ano.

A IGNIOS dá ainda nota de que o número de empresas criadas em 2014, até maio, apresenta uma quebra de 7,8% face às 17.360 empresas criadas entre janeiro e maio do ano passado, mas sublinha que “o ritmo de queda da constituição de empresas tem vindo a abrandar ao longo do ano. Se em janeiro de 2014, a criação de empresas em Portugal tinha caído 22,7% face ao mesmo mês de 2013, essas quebras foram desacelerando para 15,2%, 12,7%, 10% e finalmente 7,8% nos meses de fevereiro, março, abril e maio, respetivamente”

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