Nuno Amado: Imparidades de hoje preparam futuro

Millennium bcp registou prejuízos de 197,1 milhões de euros. CEO atribui perdas a "nível de imparidades alto" que prepara o futuro do banco

Os prejuízos do BCP no primeiro semestre do ano ficaram marcados pela inscrição de dotações adicionais de 211,5 milhões de euros para imparidades de créditos, um aumento extraordinário que, apesar de ter puxado os números para valores bastante negativos, é visto pelo CEO do banco como um passo na preparação do futuro do banco.

"O aumento extraordinário das imparidades, com efeito nos resultados hoje apresentados, vai permitir olhar para o futuro com outros olhos. Permite acelerar o processo de redução dos NPE , mantendo os rácios adequados, porque depois de um grande reforço do balanço, os rácios que vamos apresentar são superiores aos definidos pelas autoridades e com folga adicional", avançou o CEO da instituição na apresentação dos resultados, que decorre esta noite.

A imparidade do crédito (líquida de recuperações) cifrou-se em 618,7 milhões de euros no primeiro semestre de 2016, face a 463,7 milhões de euros registados em igual período de 2015, traduzindo, o registo de dotações adicionais que possibilitaram o reforço dos níveis de cobertura respetivos", aponta o comunicado do Millennium. "Aumentar a cobertura das carteiras em risco", explicou Nuno Amado.

De acordo com o CEO do banco, em junho deste ano o BCP contava com uma cobertura dos ativos em risco em 97,4%. Amado apontou que em média, a banca europeia apresenta um rácio de cobertura de 89,5%.

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