Imobiliário

“O investidor estrangeiro que há 4 anos descobriu Lisboa está a ir para o Porto”

Alfredo Valente

O mercado imobiliário está a enfrentar uma altura conturbada nas grandes cidades, mas o Porto ainda tem espaço para crescer, garante a iad.

Foi há três anos que o mercado imobiliário português piscou o olho à iad. A imobiliária francesa ficou seduzida pelo país e decidiu dar o passo para a sua primeira internacionalização. Depois de sete anos a crescer em França, em 2015 as terras lusófonas foram eleitas como segunda casa para acolher um modelo de negócio inovador à época: uma agência imobiliária exclusivamente online, na qual os agentes são chefes de si próprios. “Em Portugal as pessoas têm uma mente aberta e não têm medo de arriscar numa nova ideia, há um espírito empreendedor”, justifica o diretor da iad, Roland Tripard, que admite que para além da componente humana, também o mercado foi peça decisiva. “O mercado imobiliário estava numa fase de rápido crescimento e considerámos que era a altura ideal para avançar”, relembra.

Atualmente com 700 consultores a operar em território nacional, 80% dos clientes da iad são portugueses. Os restantes são sobretudo franceses e brasileiros que procuram casas no coração das grandes cidades. Com a capital a oferecer cada vez menos opções de imóveis e de preços, a invicta está a ser a solução para os estrangeiros que querem comprar casa em território nacional. “Na zona do Porto ainda há muitas oportunidades. O Porto está ainda no início deste processo, é uma cidade ainda com alguma distância temporal mas vai acabar por fazer o mesmo trajeto que Lisboa”, garante o diretor da iad Portugal, Alfredo Valente, que atesta que “o investidor estrangeiro que há três ou quatro anos descobriu Lisboa, neste momento aproveita a diferença competitiva de preços a favor do Porto”, elucida.

Para o responsável da imobiliária em território nacional ainda é possível reverter o ciclo e amenizar a escassez de casas a preços mais baixos.”O que falta neste momento no mercado é a construção nova nas periferias das cidades. Só assim será possível oferecer imóveis a um preço mais competitivo do que nos centros das cidades”, aponta. Por outro lado, há também a falta de investimento na requalificação. “O mercado do Porto está a viver uma altura fulgurante, onde há uma vasta área para reconstruir, e para reabilitar”, explica.

No restante território nacional. Lisboa e Algarve são as zonas mais concorridas e com maior procura na hora de comprar casa.

A III Convenção Nacional iad Portugal foi mote para juntar a equipa em Portugal e fazer contas ao futuro. Dentro de um ano, a imobiliária que aposta na independência dos seus colaboradores, pretende chegar aos mil agentes e vender três mil imóveis, o dobro do número alcançado este ano. Quanto ao interesse noutros mercados, Roland Tripard admite que a Alemanha e os países do Benelux estão já na mira.

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