O “megacubo” de dados da Portugal Telecom inaugurou na Covilhã

ng3091313

É um “megacubo” negro e o primeiro passo da Portugal Telecom (PT) na corrida mundial pela oferta de serviços de armazenamento de dados, onde se movimentam players internacionais como a Google, a Microsoft ou a Amazon.

A partir do centro de dados que hoje é inaugurado na Covilhã, a operadora portuguesa quer servir empresas de todo o mundo. Zeinal Bava, presidente da PT Portugal, não esconde a ambição para este projeto de 90 milhões de euros. “No dia 23 de setembro queremos assinar contratos com dez, 20 ou 30 clientes europeus, americanos e de todo o mundo”, dizia em julho.

A primeira pedra para o centro de dados foi lançada em outubro de 2011 no antigo aeródromo da cidade da Beira Interior. Dois anos depois, abre a primeira fase de um projeto que vai criar, quando estiver em velocidade cruzeiro, 400 postos de trabalho diretos e mil indiretos, de acordo com um levantamento feito pela empresa.

“Estamos a viver um tsunami de dados e temos de ter capacidade para armazená-los com segurança e garantir que as pessoas conseguem conectar-se e aceder-lhes com rapidez. É nisso que estamos a trabalhar”, explicou Zeinal Bava, em entrevista à BBC.

Zeinal Bava à BBC: “Portugueses são qualificados e polivalentes”

O investimento marca mais um passo na evolução da oferta de serviços da operadora. “Começámos há cinco anos um processo de transformação da empresa e hoje, mais do que um provedor de rede nas telecomunicações, somos também uma empresa ligada ao entretenimento, à televisão e lideramos em Portugal no triple play”, lembrou o CEO da PT Portugal à CNN. A ida ao programa Quest Means Business fez parte de uma ronda de promoção do projeto.

Zeinal Bava à CNN: “Governo tomou medidas que dão confiança”

O primeiro de quatro blocos, bem como o edifício do centro de supervisão e gestão de rede, entra agora em funcionamento. São 840 metros quadrados (m2) de um total de 75 500 m2 previstos no projeto da autoria do arquiteto Carrilho da Graça. Concluído, o centro terá a dimensão de dez campos de futebol.

Para responder ao “tsunami de dados” estão previstos 50 mil servidores ligados à fibra ótica. Será ainda um centro com consciência ambiental: 40% da energia será fornecida através de uma central fotovoltaica (composta por 1610 painéis) e 28 torres eólicas.

Quando concluído, o centro terá uma capacidade de armazenamento de 30 Petabytes. Ou seja, o equivalente a 75 milhões de filmes ou três mil milhões de músicas. “Este data center vai permitir guardar uma quantidade imensa de dados que circulam na nossa rede e processá-los de forma mais eficiente”, sintetizou Zeinal Bava à CNN.

A Portugal Telecom posiciona-se, assim, na corrida à intermediação de serviços na nuvem (cloud), competindo com gigantes como as norte-americanas Google, a IBM ou a Microsoft, que investem milhões de dólares neste sector. E cada vez mais. Só a empresa fundada por Bill Gates anunciou em junho que vai investir 667 milhões de dólares (500 milhões de euros), na expansão de um dos seus centros de dados nos EUA.

Comentários
Outras Notícias que lhe podem interessar
Hoje
(Artur Machado / Global Imagens)

Dinheiro Vivo mantém-se líder digital dos económicos

(Artur Machado / Global Imagens)

Dinheiro Vivo mantém-se líder digital dos económicos

O ex-governador do Banco de Portugal (BdP), Vítor Constâncio, na II Comissão Parlamentar de Inquérito à Recapitalização da Caixa Geral de Depósitos e à Gestão do Banco, na Assembleia da República. TIAGO PETINGA/LUSA

BCP, Berardo e calúnias. As explicações de Constâncio no inquérito à CGD

Outros conteúdos GMG
O “megacubo” de dados da Portugal Telecom inaugurou na Covilhã