“O mercado imobiliário está mais ativo e mais animado. Já há mais telefones a tocar”

Eric Van Leuven, da Cushman & Wakefield
Eric Van Leuven, da Cushman & Wakefield

A consultora Cushman & Wakefield acredita que o mercado imobiliário está a começar a recuperar e que 2014 será melhor que o ano passado, contudo esta uma estimativa prudente e moderada, uma vez que, segundo os números hoje revelados, o mercado está ainda muito aquém do que costumava ser antes da crise.

“Há cerca de um ano havia aqui muito menos trabalho, mas agora todos sentimos o mercado mais ativo e mais animado e daí algum optimismo. Agora já há mais telefones a tocar, mais trabalho a aparecer. Estamos com quatro ou cinco operações de investimento em curso, na sua maioria para investidores internacionais que estão claramente a olhar novamente para Portugal”, disse o diretor-geral da Cushman & Wakefield, Eric Ven Leuven, esta manhã na apresentação do Marketbeat de 2013, o estudo anual sobre o sector.

Leia também:Imobiliário: “2013 foi o pior ano de sempre no arrendamento de escritórios”

A explicar este optimismo e a expectativa de recuperação está o desempenho quase inesperado que alguns segmentos do imobiliário registaram no final do ano passado e de alguns negócios que ficaram alinhavados para este ano, principalmente no investimento em ativos comerciais, no comércio de rua e no luxo.

“O segmento de investimento foi a estrela do ano passado, mas foi mesmo no final do ano que os investidores, principalmente estrangeiros, começaram a voltar e o interesse mantém-se. No início do ano ninguém diria que ia ser assim e muito menos no verão”, adiantou a responsável pela área de estudos, Marta Esteves Costa.

Contudo, alerta que apesar do ano ter fechado com um volume de operações de 322 milhões de euros e de ter triplicado face ao ano anterior, está ainda longe da média dos últimos dez anos que foi de 600 milhões de euros de investimento por ano.

Boas perspectivas tem também o comércio de rua. Segundo Marta Esteves Costa continua a haver muito interesse da parte dos retalhistas de luxo o que pode também induzir a projetos de reabilitação em Lisboa e no Porto. Além disso, já parece ter acabado a vaga de encerramentos ou redução de área que se tinha estado a verificar nos últimos anos.

Já os centros comerciais é que parecem ser um segmento estagnado, pelo menos no que toca a novos projetos. “A oferta está estável. Não há grande espaço para novos conjuntos comerciais em Portugal”, reparou.

Outro setor onde se nota algum dinamismo é o residencial, principalmente no luxo onde se notam alguns preços a subir.

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