aviação

O presidente da Lázio quer salvar a Alitalia

Claudio Lotito
Claudio Lotito

Além da família Benetton há um outro italiano que quer ser parte da solução financeira para recuperar a companhia aérea italiana

Que a Alitalia vive mergulhada num enorme problema financeiro já não é novidade para ninguém, e que o modelo de operação futuro está dependente da entrada de novos investidores também não. A surpresa é o nome que agora surge como interessado em encontrar uma solução: Claudio Lotito, dono e presidente da Lazio.

Com o limite para a apresentação de propostas financeiras para a compra da companhia aérea italiana fixado para 15 de junho, e o Governo focado no desenho de um consórcio entre a ferrovia estatal e grupos privados, o presidente do clube Lazio, Claudio Lotito, avançou com uma oferta confidencial, que veio baralhar as contas ao executivo italiano.

A notícia foi avançada pela Reuters e já foi confirmada pelo próprio à agência noticiosa italiana, Ansa. A proposta está nos segredos dos gabinetes e, além do valor, também não é conhecido que percentagem de ações Lolito quer comprar.

Um problema antigo

Depois de vários anos de prejuízos, em 2017, a Alitalia foi intervencionada pelo governo italiano, que esperava alcançar um acordo de revitalização da companhia aérea através de uma parceria entre privados e a Ferrovia dello Stato, empresa ferroviária italiana.

Giuseppe Conte, que passou a pasta ao seu vice-primeiro-ministro, Luigi di Maio, foi o primeiro a adiantar esta possibilidade, ainda em outubro do ano passado. “Devemos encontrar soluções e criar sinergias com a Ferrovia dello Stato porque o transporte aéreo e o ferroviário não podem estar separados. Estamos a estudar a criação de uma newco [uma empresa que resulte da fusão das duas] e esperamos realizá-la em breve”, explicou.

A Ferrovia dello Stato, empresa 100% estatal, é parte da solução, mas não tem a chave para todo o problema, que exige a entrada de privados. E é para o desenho da solução que foi estabelecido um prazo.

Na imprensa local, chegou a ser apontada uma formulação inicial para este acordo: 55% para a FS (empresa totalmente estatal), 15% para a Delta, 15% para o Tesouro de Itália e, por fim, 15% para a Atlantia, holding da família Benetton.

Mas já houve outros candidatos como a easyJet e a Lufthansa.

O prazo para definir uma solução começou por ser 30 de abril, data que foi adiada para 15 de junho e, esta semana, o governo italiano já veio admitir uma nova derrapagem. “Não sei. Se houver um novo adiamento não seria um problema”, referiu esta quarta-feira, Danilo Toninelli, ministro dos transportes de Itália.

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