O que é que o The Yeatman tem? Três anos sempre a subir

Piscina infinita do The Yeatman
Piscina infinita do The Yeatman

De uma assentada, o hotel The Yeatman, em Gaia, eliminou 350 candidatos ao prémio “Best of Wine Tourism”, de Bordeaux a Napa Valley, e consagrou-se como o melhor hotel vínico do Mundo. E ontem viu confirmada, pelo terceiro ano consecutivo, a estrela Michelin do seu restaurante.

Desde que abriu, há três anos, o único hotel vínico de luxo na região do Porto e Norte não parou ganhar prémios e de crescer: 50% em 2012 e 30% este ano, em receitas totais. Miguel Velez, diretor da unidade pertencente ao grupo The Fladgate Partnership, destaca que “o hotel nunca fez uma promoção de descida de preços e está, há meio ano, com a ocupação sempre acima dos 80%”.

“O preço médio por noite ronda os 150euro a 300euro por noite, consoante se trate da época média ou da época alta. Não fazemos promoção pelos preços”, garante o diretor, que considera, aliás, ser a guerra de preços o principal problema da hotelaria nacional. “Os hotéis não têm falta de ocupação, de uma maneira geral, mas praticam preços demasiado baixos que colocam em causa a rentabilidade. E uma vez que a estrutura de custos já está, normalmente, ajustada ao mínimo possível, não resta margem de manobra para muitos”, adianta.

Construído sobre na encosta sul do rio Douro, em socalcos como as vinhas, de forma a proporcionar vistas deslumbrantes sobre a ribeira do Porto a partir de cada um dos 82 quartos – cada qual com a sua varanda e jardim e quase todos decorados seguindo o tema de uma empresa de vinhos – e da piscina infinita do SPA vínico, o The Yeatman tem ainda o trunfo de ser o único restaurante da região com uma estrela Michelin (só há mais um em Amarante e os restantes são a Sul). Aliar o bom vinho à boa comida, num ambiente de grande luxo que, à exceção do também recente Hotel Intercontinental, não existia em várias centenas de quilómetros, faz parte da fórmula do sucesso.

“Seria uma enorme arrogância dizer que não temos concorrência. Mas é seguro dizer que exploramos sozinhos um nicho que não estava a ser aproveitado”, adianta Miguel Velez.

Encontrar esse nicho e trazê-lo a Gaia não foi, porém, deixado ao destino. “Investimos cerca de 5% a 6% da faturação anual em promoção. Somos o maior promotor externo do destino, não tenho qualquer dúvida”, explica. “Só para agências de comunicação internacionais – nos EUA, em Espanha, no Reino Unido e na Alemanha – temos um orçamento de 400 mil euros. Além disso, participamos nas mais importantes feiras mundiais de turismo de luxo”, adianta, ainda.

No entanto, o The Yeatman não despreza o crescimento no mercado interno e, até, local. “O nosso SPA já tem 33% de utilizadores que não estão hospedados no hotel, queremos trazer mais gente. A nossa loja comercializa mais de 25 mil garrafas de vinho, entre os quais 90% são nacionais. E o restaurante deverá continuar a afirmar-se como local ideal para jantares de negócios ou de aniversário, pedidos de casamento e outras ocasiões especiais”, resume Miguel Velez.

Durante a semana, o restaurante do The Yeatman tem menús ao almoço por 38euro por pessoa. Ao jantar, o serviço à carta fica um pouco mais caro e os preços oscilarão entre os 70euro e os 80euro por pessoa. Mas, às quintas-feiras, os jantares vínicos são uma oportunidade para 50 convivas ficarem a conhecer vinhos de produtores presentes no local, acompanhados de um menú concebido especificamente pelo chef Ricardo Costa para os acompanhar. Custam 55euro por pessoa.

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