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O que o CEO da Uber e da Airbnb aprenderam a jantar um com o outro

Restaurantes não são obrigados a ter "vinho da casa"

Os dois fundadores das empresas de economia partilhada tinham abordagens diferentes nas negociações

Embora em negócios diferentes, a Uber e a Airbnb têm muito em comum: as duas empresas surgiram em Silicon Valley e foram apoiadas por capitais de risco. São também sinónimos do nascimento de uma nova era: a da economia partilhada.

Ambas as empresas, contudo, tiveram de sobreviver a combates inflamados com a concorrência em sectores altamente regulados. A Uber foi alvo de protestos violentíssimos em Paris (e em Portugal houve uma gigante manifestação de taxistas, discussões no Parlamento e alterações na legislação) enquanto em Nova Iorque já se implementaram regras que limitam a utilização do Airbnb (em Lisboa a empresa tem sido apontada como uma das culpadas do escalar do preço do imobiliário no centro da cidade, apesar da forte procura por este tipo de alojamento).

As abordagens a estas guerras, contudo, foram muito diferentes. A Uber é conhecida por ser dura nas negociações enquanto a Airbnb procura uma abordagem mais colaborativa e amigável.

Contudo, as duas empresas aprenderam a alterar as suas posturas negociais através de uma série de jantares informais entre os dois CEO, Travis Kalanick, da Uber, e Brian Chesky, da Airbnb. A história é revelada no livro “The Everything Store”, de Brad Stone – pode ler um excerto na Bloomberg Businessweek.

O autor do livro conta que os dois líderes das empresas de economia partilhada chegavam dos jantares em conjunto inspirados e com ideias para mudar as empresas. “O Brian chegava e dizia que tínhamos de ser mais duros e o Travis chegava e dizia que tínhamos de ser mais simpáticos”, diz um empregado da Airbnb, citado no livro.

Os dois empresários encontraram-se para jantar a cada dois meses em São Francisco, à medida que as empresas iam crescendo. Inicialmente, eram apenas eles os dois mas depois, ao longo do tempo, juntaram-se as respetivas namoradas e outros empreendedores.

“Acho que aprendemos muito ao observar o que fazia o outro”, diz Chesky, citado no livro. E mesmo que a Uber não tenha ficado mais amável a Airbnb endureceu a sua posição nas negociações com as cidades e estados que colocavam entraves ao crescimento.

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