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O que vai acontecer ao carro do James Bond?

Um Aston Martin BB5  coupé do James Bond, presente num leilão da Sotheby, em Nova Iorque (EUA), a 26 de Julho de 2019.  Foto: REUTERS/Brendan McDermid
Um Aston Martin BB5 coupé do James Bond, presente num leilão da Sotheby, em Nova Iorque (EUA), a 26 de Julho de 2019. Foto: REUTERS/Brendan McDermid

A Aston Martin terá enfrentado problemas de liquidez. Realizou uma emissão de obrigações no valor de 150 milhões e pagou uma taxas de juro de 12%.

É um dos carros de eleição de um dos agentes secretos mais conhecido do mundo: James Bond. Mas as aventuras da Aston Martin já tiveram dias mais fáceis. A fabricante automóvel realizou uma emissão de obrigações no valor de 150 milhões de dólares pela que pagou uma taxa de juro de 12%. O objetivo será aliviar a falta de liquidez que tem enfrentado, escreve o jornal espanhol El País.

Com a verba captada através desta emissão de dívida, a construtora automóvel britânica acredita que terá capacidade para lançar do primeiro modelo SUV, o DBX, que, acreditam, podem mudar o jogo a seu favor. A apresentação deste SUV poderá acontecer já em dezembro, chegando ao mercado na primavera do próximo ano.

O El País adianta ainda que a Aston Martin Lagonda Holding, holding que reúne todas as marcas automóveis do grupo, já tem garantida a realização de uma nova emissão, desta vez no valor de 100 milhões de dólares, nas mesmas condições, embora a taxa de juro possa vir a subir.

Ainda assim, o mercado continua a manifestar dúvidas quanto à viabilidade da construtura automóvel Aston Martin. E há especialistas que acreditam que o futuro da companhia passe por ser comprada por um gigante do setor automóvel. Um desses especialistas citado pelo jornal espanhol é David Bailey, da Universidade de Birmingham, que lembra que a Daimler-Benz tem uma participação de 5% no capital da britânica e já é responsável pelo fabrico dos motores e do sistema elétrico do novo DBX, sendo assim a firma germânica uma das potenciais candidatas a ficar com a fabricante de luxo.

As ações da Aston Martin começaram a negociar em bolsa há um ano, estando atualmente abaixo do valor em que entraram em bolsa. E os analistas admitem que os títulos possam ainda descer mais. As agências de notação financeira também não estão muito otimistas.

Para a Moody’s, a perspetiva da dívida da AML está agora em “negativa”, o que pode indicar uma eventual descida de rating. Dias antes, a Standard & Poors tinha já descido a notação da empresa de B- para CCC+, com perspetiva negativa. “Esta visão reflete a pressão que continua a existir sobre a rentabilidade” da firma, bem como os elevados montantes que estão a ser gastos e o elevado risco associado a problemas eventuais que possam surgir se o Reino Unido sair da União Europeia sem acordo, dizia a agência de notação financeira numa nota, citada pelo jornal espanhol. “Além disso, a AML está prestes a lançar um novo SUV de luxo DBX, cujo êxito é fundamental para que a sua ambiciosa estratégia de crescimento e solvência continue”.

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