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oBike quer voltar a partilhar bicicletas em Lisboa daqui a duas semanas

A oBike nasceu em janeiro de 2017 e tem tido um crescimento bastante veloz: já está presente em 60 cidades de 24 países em pouco mais de um ano. Fotografia: DR
A oBike nasceu em janeiro de 2017 e tem tido um crescimento bastante veloz: já está presente em 60 cidades de 24 países em pouco mais de um ano. Fotografia: DR

Criação de zonas próprias para deixar as bicicletas é uma das principais propostas da empresa de Singapura para voltar a operar em Lisboa.

A oBike quer voltar a partilhar bicicletas em Lisboa daqui a duas semanas. A empresa de Singapura confirma ao Dinheiro Vivo que teve de suspender a atividade em território nacional por ordem da câmara de Lisboa, que mandou retirar as bicicletas das estradas após várias queixas. A empresa, que partilha bicicletas sem estações fixas, admite ainda que não tinha comunicado o início da atividade ao município mas garante que está a resolver o problema.

“Estamos à espera da aprovação, para que possamos voltar às ruas dentro de uma ou duas semanas”, refere Assaf Amit, responsável pela chegada desta empresa a território português. A câmara de Lisboa mandou a empresa retirar as bicicletas cinzentas e cor de laranja da cidade, que estavam a tornar-se um obstáculo para os residentes.

“Lisboa é uma cidade muito aberta a este tipo de soluções, mas quando começamos a ver bicicletas no centro das praças ou em cima de bancos de jardim sentimos que é mesmo importante regular esta atividade”, afirmou o vereador da Mobilidade, Miguel Gaspar, em declarações ao jornal Público de terça-feira.

As bicicletas da oBike foram provisoriamente retiradas e deixaram mesmo de surgir na aplicação, como o Dinheiro Vivo já verificou. Ainda assim, se alguma bicicleta da empresa for vista, a Polícia Municipal tem ordem para a recolher.

A empresa de Singapura chegou a Portugal no início de fevereiro com 350 bicicletas para partilhar, conforme o Dinheiro Vivo deu conta na altura. A oBike é a primeira empresa que concorre com o sistema Gira, gerido pela EMEL. As bicicletas não têm caixa de velocidades nem têm apoio elétrico. Paga 50 cêntimos por cada 30 minutos de utilização.

O modelo de negócio da oBike é muito semelhante ao dos chineses da Ofo, que estão desde outubro a partilhar bicicletas em Cascais. A empresa chinesa fez questão de comunicar o início das operações à câmara de Cascais e até fez uma apresentação pública com o presidente do município, Carlos Carreiras.

A oBike, pelo contrário, admite que não prestou qualquer informação à câmara de Lisboa. “Consultámos a lei antes de entrar em Portugal, mas agora a câmara insiste que é necessário um acordo”, refere Assaf Amit. Contactada pelo Dinheiro Vivo, fonte oficial da câmara de Lisboa diz que poderá ser criado um código de conduta para que estas empresas possam funcionar na cidade.

A criação de zonas próprias para deixar as bicicletas deverá ser uma das soluções adotada pela oBike para que possa voltar a operar em Lisboa. Segundo a empresa, bastará criar “zonas virtuais”, com base na tecnologia. Se a bicicleta ficar fora destes locais específicos, o utilizador não poderá terminar a viagem.

Os sistemas de partilha de bicicletas são uma das soluções para melhorar a mobilidade nas cidades. Mas em algumas cidades têm causado alguns problemas. Em Paris, por exemplo, a Gobee teve de sair da capital francesa devido de “mais de mil bicicletas” terem sido vandalizadas ou roubadas, adiantou na altura a France24. Na China, surgiram tantas empresas de partilha de bicicletas que a oferta é superior à procura.

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