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Obras na linha com atraso: Troço Caíde-Marco só reabre no fim de março

O primeiro-ministro, António Costa,  visita as obras de modernização e eletrificação da Linha do Douro entre Caíde-Marco em Caíde de Rei, Lousada, 07 de janeiro de 2019. OCTAVIO PASSOS/LUSA
O primeiro-ministro, António Costa, visita as obras de modernização e eletrificação da Linha do Douro entre Caíde-Marco em Caíde de Rei, Lousada, 07 de janeiro de 2019. OCTAVIO PASSOS/LUSA

Infraestruturas de Portugal justifica atraso com "dificuldades técnicas", depois de o empreiteiro ter pedido mais tempo para realizar obras.

É mais um atraso no Ferrovia 2020: o troço entre Caíde e Marco de Canaveses, que deveria ser reaberto no final de fevereiro, afinal só vai voltar a funcionar no final de março. Em causa estão “dificuldades técnicas” na execução das obras deste troço, que está fechado desde o final de novembro. Até à reabertura, será mantido o autocarro, que substitui neste momento o comboio, segundo a informação divulgada esta quinta-feira pela IP – Infraestruturas de Portugal.

A Infraestruturas de Portugal informa que, por dificuldades técnicas derivadas das condições geotécnicas existentes, nomeadamente no interior Túnel de Caíde, o ritmo de execução dos trabalhos inicialmente previsto foi prejudicado, pelo que o encerramento à circulação ferroviária do troço entre Caíde e Marco de Canavezes da Linha do Douro será prolongado até final do mês de março”, refere a nota de imprensa, que serve como resposta às questões enviadas pelo Dinheiro Vivo esta manhã.

A CP – Comboios de Portugal alterou esta quinta-feira o aviso de fecho temporário do troço. Em vez de indicar que a suspensão do troço ferroviário vai demorar três meses, passou a indicar quatro meses. Esta mudança levou o Dinheiro Vivo a enviar a questões à IP, a gestora da infraestrutura rodoferroviária nacional; à CP, o operador de comboios neste troço; e ao Governo, que tutela a IP através do agora renomeado Ministério das Infraestruturas e da Habitação, liderado por Pedro Nuno Santos.

Desde final de novembro que o troço Caíde-Marco de Canaveses está encerado para realizar a intervenção mais difícil da linha do Douro: as obras no túnel de Caíde. “Temos de encerrar este troço por causa da intervenção no túnel de Caíde, um dos três desta ligação. Precisamos de rebaixar a linha em até 30 centímetros para que os comboios elétricos possam circular neste túnel”, explicou Carlos Fernandes, vice-presidente da IP, em entrevista concedida no início de novembro.

Além da intervenção nos túneis, a IP está a mexer nos apeadeiros e estações desta linha. As obras custam 12 milhões de euros. Assim que o troço for reaberto, regressam os comboios a gasóleo. Os comboios elétricos apenas vão começar a circular no final de abril porque a certificação do IMT deverá demorar um mês.

Transportes alternativos

Até à reabertura do troço, a CP vai disponibilizar autocarros entre Caíde e Marco de Canaveses: estão previstas 12 ligações com destino a Marco de Canaveses e 10 ligações com destino a Caíde. A viagem demora entre 40 e 50 minutos, mais do dobro do que na ligação por comboio.

Os autocarros garantem que os passageiros possam depois apanhar o comboio elétrico entre Caíde e Porto São Bento/Porto Campanhã. Como o troço entre Marco de Canaveses e Pocinho está isolado da restante rede nacional, a CP utiliza uma automotora a gasóleo e carruagens Schindler, habitualmente utilizadas para o comboio turístico MiraDouro, entre julho e setembro. Os horários destes transportes podem ser consultados através desta página.

As obras na linha do Douro fazem parte do plano Ferrovia 2020, que prevê um investimento superior a dois mil milhões de euros e a intervenção em mais de 1000 quilómetros de linhas ferroviárias. A iniciativa do Governo, no entanto, tem sofrido vários atrasos face ao programa original, anunciado em fevereiro de 2016. Segundo o jornal Público, a taxa de execução deste programa estava abaixo dos 9%.

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