Emprego

Obrigada a trabalhar aos domingos, recebe indemnização de 18,5 milhões

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Um hotel em Miami vai ter de indemnizar uma trabalhadora por discriminação religiosa.

Marie Jean Pierre, imigrante do Haiti com 60 anos, tinha deixado claro na entrevista de emprego: ao domingo não podia trabalhar porque era missionária da Igreja dos Soldados de Cristo. “Ao domingo, eu honro a Deus”. O Hotel Conrad, em Miami, para onde ia trabalhar na copa, respeitou as suas crenças durante uma década. Até que a obrigaram a trabalhar o sétimo dia.

A trabalhadora foi trocando os turnos com os seus colegas até que foi despedida por “má conduta, negligência e faltas injustificadas”, conta o El País. Agora, o hotel vai ter de pagar uma indemnização de 18,5 milhões de euros, depois de Marie Jean Pierre o ter acusado de discriminação religiosa.

Em outubro de 2015, já Marie Jean Pierre trabalhava no Conrad há nove anos, George Colon, o gerente da cozinha do hotel, colocou a funcionária a fazer o turno de domingo. Perante a situação, a mulher pediu ao seu pastor que escrevesse uma carta a explicar que trabalhar ao domingo era violar as suas crenças religiosas. Os argumentos foram ignorados, segundo a mesma.

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Durante alguns meses, Marie Jean Pierre conseguiu contornar a situação, trocando de turnos com os colegas. Mas, em março de 2016, a trabalhadora foi despedida por “má conduta, negligência e faltas injustificadas”.

A imigrante haitiana apresentou uma queixa na Comissão de Igualdade de Oportunidades no Emprego, alegando discriminação de crenças religiosas. O caso foi a tribunal e ficou provado que o hotel tinha violado a Lei dos Direitos Civis de 1964, que proíbe a discriminação no emprego pela raça, cor, religião, sexo ou origem. Marie Jean Pierre vai receber uma indemnização de 18,5 milhões de euros para compensar os salários desde o despedimento e os danos emocionais causados.

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