Prémio Inovação NOS

Óculos baratos e em 30 minutos

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É a única ótica smart cost da Península. Alia stock, reduzida margem de lucro e equipamento próprio para ser mais acessível.

O nome diz tudo sobre o que Alexandre Lopes pretende com a ótica smart cost que idealizou: Óculos para Todos. Foi por este desígnio que abandonou a profissão de bancário e a realização de estudos de mercado, lançando-se num negócio que pretende singrar por ter preços mais baixos e ser mais rápido do que as óticas tradicionais, sem descurar a qualidade. O objetivo é que ninguém que precise deste tipo de apoio visual tenha de prescindir de cuidados devido aos encargos financeiros.

O projeto, que chegou à fase final dos Prémios Inovação NOS, na categoria PME, está instalado na Rua Sá da Bandeira, no Porto, onde em breve vai abrir mais dois consultórios para dar resposta aos muitos pedidos de consultas. Está a ultimar a abertura de novas instalações em Lisboa.

Alexandre Lopes, sócio gerente da Óculos para Todos, apercebeu-se de que os preços das lentes e das armações são muito mais baixos do que os que são pagos pelo consumidor final. Decidiu, por isso, investir em “stock, compras em grande quantidade e uma reduzida margem de lucro”, aliados a equipamentos de elevada tecnologia que lhe permitem realizar o corte nas próprias instalações.

Em dois anos e meio, o investimento ascendeu a valores que oscilam “entre os 300 mil e os 400 mil euros”. Tem em stock “15 mil lentes e cinco mil armações” e um laboratório permanentemente atualizado com “máquinas que conseguem cortar e montar lentes”. Desta forma, consegue dar resposta a clientes em menos de 30 minutos. “80% dos clientes saem da loja com os óculos na cara”, especifica.

Só assim se percebe que a Óculos para Todos consiga ter óculos monofocais completos desde 9,99 euros e óculos progressivos completos desde 29,99 euros. “A tecnologia é a mesma, mas conseguimos aprimorar a relação preço, rapidez, diferenciação e temos um atendimento personalizado. Somos a única loja na Península Ibérica a ter este tipo de conceito smart cost”, sublinha Alexandre Lopes, reforçando que a qualidade é ponto de honra, por isso trabalha com os melhores fornecedores europeus.

Quando a ótica abriu, a equipa contava com cinco elementos. Atualmente são 11 pessoas que trabalham diariamente para dar resposta aos clientes. E são muitos: 80 clientes em média por dia e entre 120 e 160 aos sábados. “Temos clientes da região norte, centro, alguns de Lisboa e até famílias inteiras do Algarve”. O projeto tem crescido de forma considerável. “De 2016 para 2017 tivemos um crescimento de 100% e a previsão para 2018 ronda os 50% a 60%”, conta.

A ideia surgiu em 2014, quando Alexandre Lopes se apercebeu de que “em Portugal metade da população necessita de usar óculos, mas 50% delas não consegue suportar a despesa”. O empreendedor já usava óculos e sabia como problemas de visão podem ser dispendiosos. Decidiu tornar os óculos mais acessíveis. O empresário sonha ainda “poder dar qualidade e saúde às crianças que não têm meios”, por isso estabeleceu uma parceria com as instituições Obra Frei Gil – Ramalde e a Casa do Caminho, para oferta de consultas e óculos a crianças desfavorecidas.

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