Oeste recebe 600 mil euros para compensar perdas da pandemia nos autocarros

Fundo Ambiental vai compensar a comunidade intermunicipal do Oeste por causa das ligações entre esta região e a Grande Lisboa, que geraram défice de 2 milhões de euros.

A comunidade intermunicipal do Oeste (CIM Oeste) vai receber 600 mil euros do Fundo Ambiental. Este montante compensa parte do défice de dois milhões de euros provocado ​​​​​​gerado pelo reforço do transporte entre esta região e a Área Metropolitana de Lisboa (AML) desde o início da pandemia, segundo o despacho publicado na noite de quarta-feira em Diário da República.

"Conseguimos provar junto do Governo que iríamos precisar de um valor substancial para não gerar problemas financeiros aos municípios da nossa região", refere o líder da CIM Oeste, Pedro Folgado, em declarações ao Dinheiro Vivo.

Devido à proximidade com a Grande Lisboa, a região Oeste representa mais de metade (58%) das deslocações em autocarros que têm como destino a capital. Isto acontece porque os serviços de autocarro foram reforçados, ao longo das últimas décadas, em detrimento do transporte ferroviário. Em suma, do Oeste para Lisboa, o autocarro tornou-se praticamente no único transporte de massas.

Devido à pandemia, e à limitação da lotação dos veículos a dois terços da capacidade, gerou-se um défice de dois milhões de euros nas deslocações inter-regionais.

À ajuda de 600 mil euros do Fundo Ambiental, deverá juntar-se um apoio da AML, "que deveria comparticipar com algum valor", no entender de Pedro Folgado. Decorrem, por enquanto, negociações com a autoridade da capital para apurar uma eventual compensação.

Ainda assim, os 12 municípios da CIM Oeste deverão ser chamados a contribuir com "mais de um milhão de euros" para resolver este défice junto dos operadores de transporte rodoviário da região.

Segundo a Lusa, em 2019, foram investidos perto de dois milhões de euros na implementação do Programa de Apoio à Redução Tarifária nos Transportes (PART) na região, dos quais 1,3 milhões de euros foram financiados pelo Fundo Ambiental e os restantes pelos próprios municípios, conclui o relatório desse ano do PART.

O Oeste foi a região do país com a maior taxa de execução das verbas deste programa - 140% -, com os municípios a financiarem 51,1% do investimento, o que permitiu aumentar em 15% a procura nos transportes públicos na região, conclui ainda o documento.

Já no início de 2020, a CIM Oeste decidiu investir mais 1,6 milhões de euros, tendo reduzido para 70 e 80 euros o valor dos passes nas carreiras diretas para Lisboa.

A região Oeste é composta pelos concelhos de Alcobaça, Bombarral, Caldas da Rainha, Nazaré, Óbidos, Peniche, do distrito de Leiria, e por Alenquer, Arruda dos Vinhos, Cadaval, Lourinhã, Sobral de Monte Agraço e Torres Vedras, do distrito de Lisboa.

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