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Oficial. Venda da TVI chega ao fim

A administradora delegada da Media Capital, Rosa Cullell (E), acompanhada pelo CEO da Altice Media, Alain Weill (2-E), do CEO do Grupo Altice, Michel Combes (2-D), e do Chairman e CEO da Portugal Telecom, Paulo Neves (D), fala durante uma conferência de imprensa sobre a compra da Altice sobre o grupo Media Capital. Fotografia: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA
A administradora delegada da Media Capital, Rosa Cullell (E), acompanhada pelo CEO da Altice Media, Alain Weill (2-E), do CEO do Grupo Altice, Michel Combes (2-D), e do Chairman e CEO da Portugal Telecom, Paulo Neves (D), fala durante uma conferência de imprensa sobre a compra da Altice sobre o grupo Media Capital. Fotografia: ANTÓNIO PEDRO SANTOS/LUSA

Prisa e Meo confirmam fim da compra da TVI na semana em que se esperava uma comunicação da AdC que, tudo indica, seria um chumbo

A Prisa e Meo confirmaram o fim do negócio da compra da Media Capital, operação de 440 milhões de euros. O fim do segundo prazo para o fecho do negócio, 15 de junho, antes de uma luz verde da Autoridade da Concorrência (AdC) ditou o desfecho. Esta semana era esperado que a AdC informasse as partes sobre o negócio, e tudo indica que face à recusa da Altice em apresentar novos compromissos, seria um chumbo.

Numa informação colocada esta manhã na Comissão Nacional do Mercado de Valores espanhola (CNMV) e mais tarde na CMVM portuguesa através da Media Capital, a Prisa comunica a “rescisão do contrato de compra celebrado entre a Prisa e a subsidiária da Altice NV, a Meo – Serviços de Comunicação e a Multimédia, S.A. (“Meo”), relativo à transferência de toda a participação que a Prisa detém no Grupo Media Capital SGPS, S.A”.

“Tal rescisão decorre de não ter sido cumprida a data final acordada pelas partes (15 de junho), a última das condições de suspensão que estavam pendentes de cumprimento, referente à obtenção, pela Meo, da obrigatória autorização da operação pela Autoridade da Concorrência portuguesa”, refere ainda o comunicado enviado ao regulador.

O 15 de junho era o segundo prazo acordado pelas duas empresas, após a AdC ter decidido em meados de maio levar o negócio, anunciado em julho de 2017, para investigação aprofundada.

Em Portugal, a Media Capital também comunicou ter recebido do Meo a indicação do fim do negócio e, consequente lançamento da oferta pública de aquisição (OPA) sobre o capital remanescente no mercado.

“Não obstante a Meo ter desenvolvido os melhores esforços no sentido de obter uma decisão final favorável das autoridades regulatórias, incluindo a apresentação de um conjunto alargado de compromissos, em consonância com a prática decisória europeia, as autoridades regulatórias não emitiram as decisões necessárias à concretização da transação, resultando das interações havidas a exigência de não aquisição ou desinvestimento de ativos essenciais para a transação, desde logo os canais de televisão da Media Capital”, diz a Altice.

“Face ao exposto, a Meo informou na presente data a AdC de que a aquisição pela Meo da Media Capital já não terá lugar, com a consequente extinção do processo de controlo de concentrações relativo àquela aquisição”, conclui.

Chega assim ao fim uma das maiores operações de media recentes e que passaria para as mãos da da Altice ativos como a TVI, a TVI24 ou a produtora Plural, bem como várias rádios e o portal IOL, que se iriam juntar ao Meo (segunda maior plataforma de televisão paga) e ao Sapo (maior portal nacional).

Uma concentração de meios que levou a Autoridade da Concorrência a levar em fevereiro o negócio para investigação aprofundada, por considerar que o negócio teria impacto em vários mercados. A Altice apresentou posteriormente um conjunto de oito remédios, que no final de maio foram rejeitados pelo regulador da Concorrência “por entender que “não protegem os interesses dos consumidores, nem garantem a concorrência no mercado”.

A Altice rejeitou posição e afirmou não estar disponível “para apresentar quaisquer outros” compromissos.

No domingo, noticia da TVI, dava conta que “a recusa por parte da Altice em acrescentar mais remédios à Autoridade da Concorrência foi um dos pontos-chave que levou o maior acionista da TVI a abdicar da venda do seu ativo em Portugal”, de acordo com fonte ouvida pelo canal. A mesma fonte disse à TVI que estão a ser consideradas outras alternativas a esta operação que mantenham o crescimento do grupo. Fonte oficial da Prisa, contactada no domingo pelo Dinheiro Vivo, disse que o grupo espanhol não tinha “comentários oficiais” a fazer.

O fim do negócio surge na mesma semana em que era esperado que a AdC informasse as partes da sua decisão sobre o negócio. No mercado aguardava-se um chumbo à operação, dada a recusa da Altice em apresentar novos compromissos.

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