Oi avança para negociações exclusivas com Letter One para fusão com TIM

O fundo russo do milionário Mikhail Fridman está disposto a injectar até 4 mil milhões de dólares na Oi, proposta condicionada à fusão com a TIM Brasil

A Oi vai mesmo entrar em negociações exclusivas com o fundo Letter One para avançar com uma proposta de fusão com a TIM Brasil, apurou o Dinheiro Vivo. A concretizar-se uma fusão, a Pharol, que detém 27,18% da Oi, passará a ter uma posição num operador que irá ter 44% do mercado brasileiro.

O conselho de administração da operadora brasileira reuniu na quarta-feira e tudo indicava que a proposta apresentada no início da semana pelo milionário russo Mikhail Fridman iria ter luz verde. O milionário está disposto a injectar até 4 mil milhões de dólares na Oi, dependente de uma proposta de consolidação com a TIM Brasil.

A análise dos últimos detalhes transitou para esta quinta-feira e teve hoje luz verde. A operadora brasileira, onde a Pharol é a principal acionista com 27,18%, vai entrar em negociações exclusivas com a Letter One para entrada do capital da Oi e, posteriormente, avançar com uma proposta de fusão com a TIM Brasil, controlada da Telecom Itália.

A entrada no capital da Oi do fundo de Fridman não deverá representar uma diluição da posição económica dos actuais acionistas da operadora brasileira, embora possa haver uma redução da posição societária. O objetivo com esta entrada no capital é reforçar a Oi, deixando-a melhor preparada para negociar uma fusão com a TIM Brasil, empresa que tem uma maior valorização bolsista.

Uma consolidação no mercado das telecomunicações no Brasil é um objetivo há muito ambicionado pela Oi. De resto, foi esse o argumento que motivou a companhia a alienar a PT Portugal aos franceses da Altice, negócio com um valor empresarial de 7,4 mil milhões de euros.

Mas da TIM Brasil e da Telecom Itália os sinais públicos quanto ao negócio eram mistos. Depois de em novembro do ano passado, a Telecom Itália ter mandatado o CEO Marco Patuano para analisar um cenário de fusão com a Oi o tema parece ter ficado em lume brando. O anúncio de que o milionário russo estaria disposto a injetar capital na Oi deu novo ânimo ao tema. Esta semana, responsáveis da TIM e da Telecom Itália mostravam-se mais disponíveis para analisar uma eventual proposta de combinação de negócio com a Oi.

A concretizar-se junta no mesmo tecto uma operadora com uma forte penetração ao nível da rede fixa (Oi), com a segunda maior operadora móvel no Brasil (a TIM), criando-se um operador com 44% de quota de mercado. As sinergias são elevados. Estudos levados a cabo pela Telecom Itália em novembro passado apontavam para sinergias na ordem dos 9 mil milhões de euros.

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