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Oi não chegou a acordo com titulares de Notes sobre recuperação

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A brasileira Oi não chegou a acordo com os detentores de títulos sobre as propostas que permitiam viabilizar o plano de recuperação judicial.

A operadora de telecomunicações brasileira Oi não chegou a acordo com os detentores individuais de títulos (notes) da empresa sobre as propostas que permitiam viabilizar o plano de recuperação judicial, informou a empresa num comunicado ao mercado.

O documento, que detalhou as negociações com estes credores, contém informações sobre acordos de confidencialidade, negociações sobre a estrutura de capital da operadora e alternativas para uma proposta de restruturação e injeção de capital, através de aumento de capital.

A empresa destacou que, no dia 19 de outubro de 2017, reuniu-se com consultores jurídicos e financeiros dos credores individuais, pessoalmente ou por telefone, para discutir os termos de uma potencial operação.

“Não foram alcançados acordos com os titulares de Notes [títulos] com relação aos termos da potencial operação. Embora as negociações entre a companhia e cada titular de notes possam continuar no futuro, não há como garantir que negociações continuarão ou, caso continuem, que as mesmas resultarão em um acordo com relação aos termos da Potencial Operação”, destacou a empresa em comunicado divulgado hoje pela PHAROL na Comissão de Mercado de Valores Mobiliários (CMVM).

A operadora brasileira explicou ainda que “todas as declarações feitas nas propostas são realizadas no contexto das discussões e compromissos, e não pretendem ser e não constituem declarações de qualquer facto ou admissão de qualquer responsabilidade e têm por objetivo buscar alcançar compromisso e acordo consensuais”.

Na última segunda-feira, a Oi também informou o mercado que remarcou a assembleia-geral de credores para o dia 10 de novembro. Manteve-se a data de 27 de novembro para a realização de uma segunda convocação da assembleia-geral.

A situação da Oi, na qual a portuguesa Pharol é acionista de referência com 27% do capital, agravou-se em junho do ano passado quando a empresa não conseguiu negociar as suas dívidas, que na época somavam 65 mil milhões de reais (17,3 mil milhões de euros), e teve que iniciar um processo de recuperação judicial.

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