Oi procura novo assessor para finalizar proposta pela TIM

Operadora detida em 27,18% pela Pharol quer acelerar consolidação do mercado brasileiro de telecomunicações

A Oi, a operadora detida em 27,18% pela Pharol, está à procura de mais um assessor financeiro para, no início de 2016, finalizar a proposta de fusão pela TIM Brasil. O conselho de administração da Oi vai escolher uma nova entidade para juntar-se ao BTG Pactual neste processo, adianta esta segunda-feira o jornal Valor Econômico.

O novo assessor financeiro, além de ajudar a Oi na fusão com a TIM, também deverá assegurar uma nova linha de crédito para a antiga parceira da PT. Este financiamento serve para ajudar apoiar a Oi no curto prazo. Já terão chegado propostas entre os 500 milhões de dólares (456 milhões de euros) e os 4 mil milhões de reais (924 milhões de euros), acrescenta a mesma publicação.

A Oi, em conjunto com o fundo russo LetterOne, estão a finalizar a proposta que será apresentada sobre a TIM à Telecom Italia. Fusão que ganhou força em meados de dezembro quando a Vivendi reforçou a sua posição na operadora italiana.

O fundo russo, liderado por Mikhail Fridman, pretende investir até 4 mil milhões de dólares na Oi. Caso a fusão seja concretizada, a LetterOne pode ser a maior acionista da nova empresa, com cerca de 40% do capital. A Telecom Italia poderá ter uma posição de 35% e os restantes 25% ficarem distribuídos entre os atuais acionistas da Oi - onde está incluída a antiga PT SGPS - e minoritários da Tim, acrescenta a mesma publicação.

China pode voltar a financiar Oi

O Banco de Desenvolvimento da China (CDB) poderá, entretanto, voltar a apoiar a operadora brasileira. A instituição deverá abrir uma maior linha de crédito para amortização das obrigações, tendo em conta que tem 11,4 mil milhões de reais em dívida a pagar até ao final de 2016.

A Oi chegou a acordo no final deste ano com o CDB para um financiamento de 1,2 mil milhões de dólares. Metade do financiamento do Banco de Desenvolvimento da China servirá para refinanciar a dívida da Oi, outra parte será para a compra de equipamento da chinesa Huawei.

 

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