Comércio

OMC atenta às consequências da subida de impostos sobre aço e alumínio

Fotografia: REUTERS/Muyu Xu
Fotografia: REUTERS/Muyu Xu

Na origem da tensão comercial entre as duas principais potências comerciais está o colossal défice comercial dos Estados Unidos com a China.

A Organização Mundial do Comércio (OMC) disse hoje estar a observar com grande atenção e cautela as primeiras consequências da decisão dos Estados Unidos de colocar barreiras aduaneiras ao comércio do aço e alumínio.

Citada pela agência EFE, a OMC mantém-se “expectante” face ao rumo e às proporções das consequências provocadas pela medida dos Estados Unidos.

Por sua vez, o ex-comissário do Comércio da União Europeia, Pascal Lamy, disse que a medida norte-americana é “típica da idade média” e que “será paga pelos consumidores”.

A decisão unilateral, anunciada pelos Estados Unidos no passado dia 08, de impor taxas de 25% às importações de aço e de 10% às de alumínio relançou o espetro de uma guerra comercial.

Esse risco aumentou na semana passada, quando a Casa Branca anunciou que pretende impor tarifas a importações chinesas que podem atingir os 60 mil milhões de dólares anuais, enquanto Pequim ripostou ameaçando as exportações norte-americanas, nomeadamente o setor da fruta.

Washington anunciou, também na semana passada, que vai lançar um processo contra a China junto da OMC, acusando Pequim de “infringir os direitos de propriedade intelectual” das suas empresas.

Na origem da tensão comercial entre as duas principais potências comerciais está o colossal défice comercial dos Estados Unidos com a China (375,2 mil milhões de dólares em 2017, segundo as autoridades chinesas).

Já a 23 de março, o diretor da Organização Mundial do Comércio advertiu que as novas barreiras aduaneiras põem “em perigo a economia mundial”, quando Pequim e Washington mantêm um braço de ferro comercial.

“A desestabilização dos fluxos comerciais vai pôr em perigo a economia mundial num momento em que a recuperação económica, apesar de frágil, é cada vez mais evidente no mundo inteiro”, afirmou, na altura, Roberto Azevedo, numa declaração escrita, sem mencionar qualquer país.

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