OPA TVI. Auditor fixa valor da contrapartida. Mário Ferreira e Cofina terão de oferecer mais

Valor da contrapartida determinado pelo auditor independente obriga a subida do valor das ofertas. Cofina tem três dias para informar sobre se quer manter oferta.

Mário Ferreira e Cofina terão de oferecer mais pela TVI no âmbito das OPA que anunciaram sobre o grupo dono da TVI. O auditor independente já determinou o valor da contrapartida mínima que o empresário dono da Douro Azul e o grupo da CMTV terão de pagar por cada ação: 0,725 euros, valor que avalia a dona da TVI em mais de 61,3 milhões de euros. Decisão obriga a Cofina e Mário Ferreira a ter de oferecer mais do que o anunciado nas ofertas preliminares. Cofina tem três dias para informar se quer manter a OPA.

"O auditor refere que, "[e]m nossa opinião, o valor do capital próprio da Média Capital ascende a 61.313.995 euros, o que representa cerca de 0,725 euros por cada ação"", informa a CMVM em comunicado ao mercado.

Uma decisão que tem impacto nas duas OPA. O valor é superior ao oferecido pela Cofina na OPA preliminar, modificada a 12 de agosto, de 0,415 por ação, "pelo que o valor da contrapartida a pagar no âmbito da referida oferta deverá ser não inferior a 0,725 euros por ação", informa o regulador de mercados.

A OPA anunciada pelo grupo de Paulo Fernandes, lembra a CMVM, incide em primeiro lugar, sobre "4.485.573 ações, representativas de 5,31% do capital social", tendo mais tarde, "por efeito da modificação da oferta verificada em 12 de agosto de 2020, passou a dirigir-se também a 80.027.607 ações, representativas de 94,69% do capital" da Media Capital, "desde que, nomeadamente, o auditor independente não fixasse um valor unitário de contrapartida que exceda o montante de 0,415 euros por ação".

"Não se tendo verificado essa condição, a Cofina informará no prazo de 3 dias se pretende ou não renunciar à mesma", refere a CMVM.

A OPA lançada pela Cofina obriga Mário Ferreira a ter de oferecer mais 2% do que o valor oferecido pelo grupo dono do Correio da Manhã, no âmbito da OPA que foi obrigado a lançar por cerca de 70% do capital da dona da TVI, por determinação da CMVM, depois de o regulador ter considerado que o empresário e a Prisa tinham atuado em concertação.

"Sendo a OPA preliminarmente anunciada pela Pluris obrigatória e sujeita ao regime das ofertas concorrentes, o respetivo valor da contrapartida deverá ser de 0,7395 euros por ação, superior em 2% ao valor da contrapartida da OPA da Cofina", informa a CMVM.

A Pluris de Mário Ferreira tinha oferecido, em novembro, no anúncio preliminar da OPA 0,67 euros/por ação. O conselconselho de administração da TVI, presidido por Mário Ferreira, já se tinha pronunciado sobre o valor da oferta obrigatória do empresário e considerado o mesmo adequado

A Autoridade da Concorrência também já tinha dado luz verde em janeiro à concentração decorrente da OPA de Mário Ferreira, com OK da ERC e da Anacom.

"Recebemos (a informação), estamos a analisar e oportunamente comentaremos", reagiu fonte oficial do empresário quando instada pelo Dinheiro Vivo a comentar.

Cofina não quis comentar este assunto.

Os procedimentos relativos ao registo das referidas ofertas públicas de aquisição estão "em curso", informa ainda a CMVM.

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