indústria automóvel

Opel prepara-se para cortar 4100 empregos

Opel. Fotografia: Maxim Zmeyev / Reuters
Opel. Fotografia: Maxim Zmeyev / Reuters

A quebra nas vendas do sector automóvel é a explicação avançada para a reestruturação

A Opel, a marca alemã do grupo PSA, prepara-se para cortar até 4.100 empregos devido à retração do mercado automóvel em todo o mundo. A notícia é avançada pela agência Bloomberg, que cita fonte próxima do processo, dando conta que a primeira vaga, de pelo menos 2.100 despedimentos, ocorrerá até 2025 e os restantes até 2029. O plano de reestruturação será comunicado esta terça-feira aos funcionários, acrescenta a agência.

A Opel conta, atualmente, com cerca de 30 mil funcionários, sendo que a redução de 4.100 postos de trabalho representaria um corte da ordem dos 14%. A companhia recusou comentar a notícia. As ações do grupo PSA estavam a cair, esta manhã, quase 1% na Bolsa de Paris.

A Bloomberg recorda que a PSA comprou a Opel à General Motors em 1987, mas que marcas alemãs “lutam para provar que estão prontas para atender aos padrões de emissões mais rigorosos, quase impossíveis de encontrar sem carros elétricos”. Mas a transição para este tipo de veículos, que a própria Alemanha inventou, revela-se um desafio adicional para a economia alemã, na medida em que o seu fabrico incorpora menos componentes e, logo, menos mão-de-obra. Não admira, por isso, que os principais fabricantes de automóveis tenham já anunciado o corte de mais de 80 mil empregos nos próximos anos, segundo os dados compilados pela agência financeira.

Recorde-se que a PSA anunciou, no final do ano passado, um acordo de fusão com a Fiat Chrysler, grupo que será liderado pelo português Carlos Tavares. Com o anúncio do acordo foi garantido que nenhuma fábrica será fechada em resultado da fusão.

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