OPEP

OPEP: Petróleo barato não teve o efeito positivo esperado

Fotografia: D.R.
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Quebra no valor do petróleo não cumpriu expectativas dos economistas. Acordo foi cumprido em 86%, salientam países produtores de petróleo

“A baixa contínua do preço do petróleo não gerou o impacto esperado por vários economistas para a economia global”, diz a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (OPEP) no relatório mensal divulgado esta terça-feira. Também neste documento é adiantado que o acordo assumido entre os vários países foi cumprido em 86%, havendo margem para chegar aos 100%. A próxima reunião decisiva acontece em maio.

Os países exportadores entendem que o efeito da baixa prolongada de preços do ouro negro acabou por se refletir de forma alargada e abrangente apenas no setor do transporte rodoviário. No geral, o impacto geral variou “consideravelmente”, com “alguns países a revelarem níveis de crescimento superiores a outros”.

Como impacto negativo, é, por exemplo, destacada a redução da oferta de crude dos países não-OPEP nos Estados Unidos, Canadá, China e Colômbia.

“Os baixos preços do petróleo tiveram um efeito limitado no PIB global, com diferentes impactos no curto prazo em vários países”. No caso dos Estados Unidos, este efeito, diz a organização, deverá ter levado a uma redução do PIB; ou seja, a economia perdeu valor. Em países como Portugal, os pertencentes à OCDE Europeia, “o efeito da redução dos preços parece ter sido medianamente positivo”.

Não é tudo. Estes valores proporcionaram um recorde de quebra contínua do investimento no setor, que já se prolonga há dois anos – a queda foi de 20%. Desde 1980 que isto não se verificava.

Também há notícias mais animadoras. A redução dos preços do petróleo teve um efeito positivo no crescimento da procura, “embora alguns países tenham experienciado crescimentos maiores do que outros”.

O maior resultado, diz este estudo, verificou-se no consumo de gasolina dos Estados Unidos, que foi apoiado por um quadro fiscal mais favorável, e complementada com melhorias na economia e nas vendas de veículos mais ‘saudáveis’.

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