Operação Cartão Vermelho: António Ramalho alvo de buscas. Novo Banco lança auditoria interna

Novo Banco confirma buscas judiciais. Em causa estão os empréstimos da instituição a Luís Filipe Vieira.

A Operação Cartão Vermelho chegou ao Novo Banco. António Ramalho e vários administradores foram alvo de buscas judiciais na passada quarta-feira, 7 de julho, revela esta segunda-feira o jornal digital Observador. Em causa estão os empréstimos da instituição concedidos a Luís Filipe Vieira.

As buscas dos procuradores do Ministério Público e de funcionários da Autoridade Tributária também incluíram Vítor Fernandes, presidente indigitado do conselho de administração do Banco de Fomento, e que viu ser-lhe levado o computador pessoal, depois da visita ao domicílio.

No dia 7, os procuradores e os funcionários da Autoridade Tributária também verificaram os cofres pessoais dos administradores do Novo Banco.

Vítor Fernandes era administrador do Novo Banco quando Luís Filipe Vieira alegadamente recomprou dívida de mais de 50 milhões, por apenas nove milhões de euros. A operação está na mira das autoridades, escreve a mesma publicação.

O presidente suspenso de funções do Benfica, Luís Filipe Vieira, tinha dívidas de mais de 400 milhões de euros ao Novo Banco em 2017.

Ao Observador, Vítor Fernandes rejeita a ligação privilegiada com Luís Filipe Vieira e diz-se vítima de um "ataque de caráter".

Novo Banco abriu auditoria interna para averiguar condutas

Entretanto, o Novo Banco lançou uma auditoria interna relativamente às buscas do Ministério Público e a todas as informações partilhadas com as autoridades, segundo a mesma publicação.

Ao Observador, Vítor Fernandes afirma que ele próprio pediu uma auditoria interna ao CEO do Novo Banco. "No sábado enviei um email dirigido ao dr. António Ramalho a solicitar a realização de uma auditoria aos acontecimento que estão na origem da realização das buscas judiciais."

O empresário e presidente do Benfica Luís Filipe Vieira, de 72 anos, foi um dos quatro detidos na quarta-feira numa investigação que envolve negócios e financiamentos superiores a 100 milhões de euros, com prejuízos para o Estado e algumas sociedades.

Segundo o Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) estão em causa factos suscetíveis de configurar "crimes de abuso de confiança, burla qualificada, falsificação, fraude fiscal e branqueamento de capitais".

A Operação Cartão Vermelho implicou o cumprimento de 44 mandados de busca a sociedades, residências, escritórios de advogados e uma instituição bancária em Lisboa, Torres Vedras e Braga. Um dos locais onde decorreram buscas foi a SAD do Benfica que, em comunicado, adiantou que não foi constituída arguida.

No mesmo processo foram também detidos Tiago Vieira, filho do presidente do Benfica, o agente de futebol Bruno Macedo e o empresário José António dos Santos, conhecido como "o rei dos frangos".

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG

Patrocinado

Apoio de