Operação Marquês

Pharol pretende constituir-se assistente no processo por causa da Rioforte

Luís Palha da Silva, presidente da Pharol
Luís Palha da Silva, presidente da Pharol

A Pharol (ex-PT SGPS) pediu para se tornar assistente na Operação Marquês, que passou a englobar a investigação ao investimento ruinoso na Rioforte

A Pharol (ex-PT SGPS) pediu para se tornar assistente na Operação Marquês, inquérito que passou a englobar a investigação relativa ao investimento ruinoso da PT na Rioforte, empresa do universo BES/GES entretanto falida.

O pedido da Pharol para se tornar assistente na Operação Marquês já deu entrada, desconhecendo-se ainda se foi aceite, segundo fonte ligada ao processo adiantou à Lusa. Contactada pelo Dinheiro Vivo, fonte oficial da Pharol não quis comentar esta informação por se tratar de temas relacionados com justiça.

De acordo com a fonte ouvida pela Lusa, o pedido da Pharol para se tornar assistente na Operação Marquês visa colaborar com o Ministério Público no apuramento das responsabilidades dos responsáveis de topo da PT SGPS que investiram dinheiro da empresa na Rioforte, designadamente o antigo chairman e CEO Henrique Granadeiro.

A Procuradoria-Geral da República (PGR) confirmou na terça-feira que “por despacho proferido no âmbito do inquérito da Operação Marquês, foi determinada a apensação do inquérito no qual se investigavam factos relativos à Portugal Telecom”.

De acordo com a edição online da revista Sábado, o Departamento Central de Investigação e Acção Penal (DCIAP) decidiu a 1 de setembro juntar à Operação Marquês um dos processos-crime que visa a Portugal Telecom (PT) e o Banco Espírito Santo (BES). Em causa está o investimento de 897 milhões de euros da PT SGPS na Rioforte, uma empresa do universo BES/GES que faliu.

Segundo o Ministério Público, citado pela Sábado, verifica-se uma “conexão de processos”, ou seja, há factos e/ou indícios de crimes semelhantes imputados a vários arguidos comuns aos dois inquéritos, nomeadamente aos antigos administradores da PT, Zeinal Bava e Henrique Granadeiro.

O despacho judicial citado pela Sábado esclarece que, como na Operação Marquês já foram imputados a Zeinal Bava e Henrique Granadeiro o “recebimento de quantias pagas pelo Grupo BES” entre novembro de 2010 e o mesmo mês de 2012, e caso não se fizesse a junção de inquéritos prevista no Código do Processo Penal, corria-se o risco de “não se alcançar a compreensão global dos factos” sob suspeita e a eventual “repetição de julgados”.

A conexão e respetiva apensação dos dois processos foi comunicada ao diretor do DCIAP, Amadeu Guerra, refere a revista.

Entretanto, na passada segunda-feira o ex-administrador do Grupo Lena Joaquim Barroca foi interrogado, pela terceira vez, no Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP), tendo sido confrontado com elementos de prova ligados ao negócio do TGV, do qual o grupo Lena fazia parte, embora com uma quota reduzida.

Os procuradores do DCIAP entendem que o ex-primeiro-ministro José Sócrates, arguido na Operação Marquês, terá recebido “luvas” neste e noutros negócios que estão a ser investigados.

A decisão do Ministério Público sobre o inquérito ‘Operação Marquês’, cujo principal arguido é José Sócrates, deverá ser conhecida até 20 de novembro, depois de os procuradores terem recebido a última carta rogatória no dia 22 de agosto.

O antigo primeiro-ministro José Sócrates está indiciado por fraude fiscal qualificada, corrupção e branqueamento de capitais.

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